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Aborto e licenciosidade

Realizar um aborto é impedir alguém de cumprir uma missão que devia realizar neste mundo, com todas as consequências daí procedentes para quem o comete

N/D
10 Set 2004

É possível aparecer alguém coberto de peles e de formalismos sociais e não passar dum refinadíssimo desavergonhado» (A. Ortega)

É por demais conhecido o assunto do “Barco do Aborto” ao largo da Figueira da Foz, com cenas e contracenas de vária ordem, com intervenções de pessoas de dentro e de fora, como se Portugal estivesse a caminhar para algum precipício.

Entendo que a cada um desses intervenientes se poderia aplicar o pensamento de Ortega, pois pretendem, no fundo, fazer-nos aceitar um presente envenenado, que só pessoas sem respeito pela lei natural, pela vida e pela consciência, podem aceitar. E o que está errado, mesmo que todo o mundo esteja contra, não deixa de o estar.

O aborto é a destruição dum ser humano nas entranhas da sua mãe, que tem direito a viver como a sua progenitora ou progenitor. O Criador ordenou no 5.º mandamento: «Não matarás».

Esta praxe abortiva integra-se na índole hedonista dos tempos actuais. Pretende-se legalizar tudo quanto seja sensualismo, como amor livre e homossexualismo. Sempre se falou da existência de homossexuais ou lésbicas, como na antiguidade clássica. Foi o caso da poetisa grega Safo, natural da ilha de Lesbos (daí o termo lésbicas), mas estes desvios pertenciam ao domínio do secreto e privado.

Actualmente, este fenómeno de gays e lésbicas surge na praça pública de qualquer país e luta pela sua legalização. Recordamos um político belga, homossexual confesso, que acabou por ser assassinado, há uns dois ou três anos, não sabemos por que motivos.

No âmbito da filosofia cristã, este fenómeno é considerado como uma anormalidade e perversão.

Este clima de laxismo que se vai divulgando no mundo e de modo especial na “Velha Europa” não prenuncia nada de bom. Recordamos o Império Romano, que foi dominador e se expandiu por imensas regiões, que teve um período áureo no tempo de Augusto e disseminou uma grande civilização, no campo do direito, da política e da cultura clássica, mas que fraquejou e caiu a partir do tempo em que os seus chefes se deixaram dominar pelo curso fácil das paixões, da imoralidade e do escândalo.

Escavações recentes em Pompeia e Herculano, na Itália, mostraram restos e efígies de cenas de imoralidade no momento em que o Vesúvio descarregou sobre essas cidades uma camada enorme de magma incandescente.

Só numa sociedade regrada, moralmente saudável, morigerada e crente, em que se respeitem os valores fundamentais do cristianismo, a santa lei de Deus, a fuga da promiscuidade e da vida fácil, se pode viver em paz.

A dissolução dos costumes tem a sua conexão com o aborto.A partir do momento em que seja legalizado, jamais se vai parar. Serão 12 semanas, depois 24 e depois até ao parto. Se houver alguma dúvida lá estará um “Borndiep” para esclarecer e incentivar.

Diz a Escritura que quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; e quem semeia no espírito, colherá a vida eterna. O ser humano não é um puro animal, destinado à total dissolução no túmulo. É um ser composto de corpo e espírito. E este é imortal. Realizar um aborto é impedir alguém de cumprir uma missão que devia realizar neste mundo, com todas as consequências daí procedentes para quem o comete.

Cada um é responsável pela liberdade que possui, tanto para o bem como para o mal.

E dela dará contas ao Criador no momento em que a alma se separar do corpo, entrando, de seguida, ou no mundo da luz e do amor, ou no das trevas e do ódio.




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