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Professores desempregados e/ou alunos mal-amados?

Os meus filhos nunca tiveram a mesma professora» – ouvimos, há dias, uma mãe (com duas crianças menores de dez anos) apreciando a próxima abertura do ano escolar.

N/D
7 Set 2004

Nesta frase está contida como que uma declaração sobre a colocação dos professores, na volatilidade de quem tem de ensinar e na falta de ligação com quem é ensinado.
De facto, este ano, mais do que em qualquer outro, foi visível alguma confusão por parte do Ministério da Educação na colocação de professores. Um processo que, segundo dizem, devia estar pronto em finais de Maio, mas que este ano só esteve em fase de conclusão nos últimos dias de Agosto.

Erros (na elaboração da lista de docentes), falhas, atropelos, ansiedade, reclamações (mais de 36 mil), atrasos no início das aulas… de tudo um pouco se foi ouvindo na Comunicação Social. Ministério e sindicatos foram esticando as razões ou clamando por desculpas/reivindicações.

Apesar de tudo tem-se falado bastante pouco dos alunos. Com efeito, estes são a razão de ser dos professores e de outros serviços educativos. No entanto os professores parecem mais interessados – numa perspectiva razoável mas nem sempre equilibrada – em assegurar o ganha-pão do que em exercerem a profissão em favor dos que precisam de aprender.

Quantas vezes vemos docentes com pouco jeito – mesmo que com preparação científica e mesmo pedagógica – para serem educadores. Certas crises até podem ser benéficas para distinguir o que não presta daqueles que têm qualidade. Será que todos os professores/as o são por vocação ou só como profissão? Até onde irá esta (necessária e urgente) depuração de trigo e de joio?

Os alunos merecem mais respeito. Neles poderemos ver a competência dos seus professores. Neles poderemos perceber a dedicação – quase sacerdotal – de seus professores. Neles poderemos captar o equilíbrio – humano, intelectual, emocional e espiritual – de seus professores. O género (masculino ou feminino) de professor/a revelará a pessoa que serve não de mero ensinador de matérias, mas de educador das gerações futuras.

As escolas merecem bons profissionais e as famílias boas ajudas na tarefa de construir uma sociedade equilibrada e sensata.

Parafraseando: diz-me os professores/as (seja qual for o grau de ensino) que tivestes e dir-te-ei quem tu és!…




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