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Educar – A arte por excelência (9)

A sociedade deveria preocupar-se com a formação dos seus “cidadãos”, sobretudo no aspecto profissional, transformando-se o ideal de uma “bildung” no de uma “ausbildung” (formação escolar).

N/D
6 Set 2004

Deste modo, passou-se a distinguir, nas instituições educativas, dois tipos de formação (divisão ainda hoje vigente): uma formação “geral” e uma formação “profissional”. Surge então (em Kerschenstiner) a ideia da formação profissional, já que a educação do Homem é a preparação para a vida de trabalho, elemento constitutivo da vida social, orientando-se para um practicismo profissional.
De qualquer modo, a formação, como estado, é entendida como a totalidade espiritual do Homem, criada consistentemente pelo contacto com os bens culturais e vinculada aos valores. Esta relação com os valores confere à formação cinco características: amplitude e diversidade no horizonte espiritual, abertura activa a novos valores, necessidade de crescer nos valores espirituais, mobilidade para as relações axiológicas e uma progressiva capacidade de unificar o seu sentido.

Para Kerschenstiner, o caminho que leva à formação passa pela capacitação profissional e pelo serviço à comunidade e à sua moralização. Assim se supera a concepção, mais ou menos estática, que o esteticismo alemão tinha da formação.
Entretanto, Willmann (1923) sintetiza todos os elementos constitutivos do conceito de formação, distinguindo “teoria da educação” de “teoria da formação”.

À primeira deu-lhe o nome de pedagogia e a segunda intitulou-a de didáctica. Este pedagogo, comparando o conceito de educação com o de formação, sustenta que a categoria pedagógica superior é a educação, que tem três funções principais subordinadas: a “formação”, o “cultivo” e a “condução”.

Pelo contrário, para outros autores (Göttler, 1955), a formação constitui a categoria superior. Diz ele que é pela formação que se apresentam os valores ao educando, para que este os compreenda e se interesse por eles, enquanto que a educação é uma actuação posterior (a base de exercícios de habituação, que acabarão por formar o “carácter” do educando) a qual tentará orientá-lo para valores hierarquizados.

Willmann tem como grande objectivo dar uma base científica, de tipo histórico-social, à teoria da formação.




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