Fotografia:
Cenário de filme… pró-aborto

Para a Europa nós não passamos de papalvos mais ou menos inocentes que nos usarão e, em breve, deitarão fora. A ver pelos ensaios…

N/D
4 Set 2004

Nos últimos dias de Agosto foi Portugal assaltado por uma armada holandesa – estes corsários têm garras afiadas e tentáculos internacionais – pró-aborto: a denominada associação “Women on waves” colocou-se ao largo da Figueira da Foz (13 milhas náuticas, isto é, cerca de vinte e quatro quilómetros), com o “Borndiep” – “Barco do Aborto” – fora das águas nacionais, mas intentando aportar por forma a promover uma campanha de natureza abortiva. Em terra quatro associações com interesses na matéria do aborto foram criando ambiente para a “chegada” dos mentores. Por seu turno, o governo português, fazendo uso da legislação em vigor, impediu a presença da clínica abortiva flutuante e apátrida, por razões de saúde pública e distúrbios sociais.
Desde logo assistimos a um chocarrilho de declarações sobre aquele “Barco do Aborto”, exibindo-se argumentos pró e contra a sua presença. Houve partidos que se foram chegando à ribalta, tentando sair da nebulosa jurídica e defendendo as suas causas. Alguns, tão ciosos de um certo teor nacionalista noutras matérias, agora submeteram-se à argumentação da (pseudo)defesa da mulher, mesmo que promovida por estrangeiros/as. Candidatos a assumirem a liderança do PS mostraram que com eles Portugal poderá ser (sem grande problema) a cloaca (política e moral) da Europa em matéria de desrespeito da legislação nacional e mesmo europeia. Uma associação dita juvenil (mas, a ver pela montra das declarantes, já estará fora de prazo!) terá usado subsídios do Estado para patrocinar a vinda de um instrumento de transgressão das leis em vigor no país.

Por outro lado, ouviu-se que alguns sectores turísticos manifestaram-se favoráveis à inclusão de Portugal na rota de propostas para a rodagem de filmes internacionais. O clima, as condições paisagísticas e o preço poderiam ser aliciantes para tal campanha. De facto, estes factores poderão influenciar os realizadores em ordem a usarem o nosso país para os seus filmes. Mas, tendo em conta certos figurantes, precisamos de saber o ponto de ridículo a que nos vamos expor: para a Europa nós não passamos de papalvos mais ou menos inocentes que nos usarão e, em breve, deitarão fora. A ver pelos ensaios…

Até onde irá a nossa subserviência? Como podemos defender-nos, respeitando as leis (ditas) comunitárias? A quem interessa tanto barulho? Haverá ideias a discutir ou lóbis a defender?
Uma coisa é certa, tendo em conta um caso recente – bastou dizer que o projecto estava disponível e dezenas de papéis voaram em minutos: há muitas pessoas (mulheres e homens) que desejam curar-se dos traumas do aborto. A Igreja Católica tem apresentado, na dimensão pastoral, as “Vinhas de Raquel”. Assim saibamos difundir esta ajuda e acompanhar quem o deseja… de forma simples, directa e sincera.




Notícias relacionadas


Scroll Up