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Um coração solidário!

Um coração solitário não é um coração!» Esta frase, cujo autor desconheço, merecia uma longa e profunda reflexão.

N/D
3 Set 2004

O Homem é um ser de relação. Não existe sozinho. A sua vida é uma vida de intercâmbio permanente com os outros que o influenciam e dele sofre influências. Já dizia Ortega y Gasset que cada um de nós é o «seu eu e a sua circunstância».

O coração, na simbologia humana, simboliza o Amor, a capacidade de dar e receber.

As relações que o Homem estabelece com os outros Homens são múltiplas: económicas, biológicas, a nível moral, social, espiritual, etc.

São, porém, as relações interpessoais, no campo afectivo, que mais laços fortes criam entre os homens. São estas relações que caracterizam a própria realidade e identidade de cada ser humano. Sem elas o Homem não seria possível.

No entanto, o egoísmo pode fazer perigar as relações interpessoais. O Homem neste caso, gosta e quer unicamente ver-se a si próprio como se fosse uma ilha isolada onde só chegam bens e benefícios e donde nada parte. Esta é uma situação de utopia. Não existem nem podemos deixar que para lá se caminhe. «Um coração solitário não é um coração», ou seja, um Homem virado exclusivamente para si não é um Homem.

A frase que referi só tem sentido se a alterarmos para: «Um coração solidário é um coração». Na realidade, é a solidariedade que nos torna mais humanos por que nos liga e corresponsabiliza numa relação libertadora e livre com os outros Homens.

«Um coração solitário não é um coração» mas «um coração solidário é um coração!»




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