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Bálticos – Rússia – Lourdes – Iraque

Anda por aí o “Barco do Aborto” numa campanha que consideramos uma traição à vidacom pretensões a se intrometer na vida de outros países como o nosso Portugal. Não será uma falta de respeito pela nossa legislação e pelos problemas que são nossos
e que eles resolveram talvez sem ética nem moral?

N/D
2 Set 2004

De 17 a 25 de Agosto 2004, visitei os três países Bálticos: Estónia, Letónia e Lituânia, e mais as cidades de Helsínquia (na Finlândia) e de Varsóvia (na Polónia).

Os Países Bálticos estão profundamente marcados por uma história turbulenta e confusa. O marxismo soviético impôs aqui sua mão dura semeando a morte, o terror e a opressão no seio deste tão sofrido povo. A guerra passeou-se por estes lados.

A queda do comunismo soviético trouxe a independência e a grande esperança da liberdade no início da década de 90. E desde o último dia 1 de Maio fazem parte da União Europeia (UE). O sonho adormecido da liberdade fez-se realidade. Mas a cruz marcou longamente estes povos, que hoje “correm” para entrarem na União e crescerem mais rapidamente. Com uma juventude trabalhadora e com os subsídios da UE crescerão economicamente mais que qualquer outro pequeno país da União.

O respeito pela vida, pela natureza e pelos verdadeiros valores que dignificam o homem levá-los-ão longe e bem depressa. Gostei do ambiente e da ânsia de progresso que o povo manifesta. E sem o marasmo e facilitismo que reina à nossa volta, numa vida que não almeja grande futuro a curto prazo. Seremos mesmo ultrapassados.

Falta-nos no Ocidente alma para viver e para trabalhar, e respeito pela vida e pela dignidade das pessoas, o que é fundamental para crescer e crescer bem.

2. Quase à mesma hora, no dia 24 de Agosto 2004, caíram dois aviões russos, fazendo 89 mortos. Como causas foram apontadas: terrorismo, sabotagens, sequestros, longevidades dos aparelhos, falha humana… Nesse momento tudo seria possível. E as eleições presidenciais na Chechénia estavam a poucos dias. Hoje já sabemos que foi “sequestro de terroristas”. Terroristas ligados à Al-Qaeda já reivindicaram os atentados. E alguns jornalistas russos já falaram do “11 de Setembro russo”.

A onda de terror espalha-se pela terra. O homem deixou já de ser homem responsável e dificilmente se abre ao diálogo verdadeiro. Este é feito e desfeito com desfaçatez.

Não há palavra. Muito menos de honra! Só haverá diálogo «se fizerem o que eu pretendo», é a voz prática de múltiplas conversações sempre começadas, sempre renovadas, e quase sempre sem êxito.

No Iraque, no Sudão, no Burundi, no Congo, na Etiópia… os interesses económicos quase sempre andam à tona e sufocam os interesses da humanidade e a causa da paz.

3. João Paulo II fez-se peregrino do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França. Um santuário que acolhe uma meia dúzia de milhões de peregrinos anualmente. João Paulo foi peregrino “doente entre os doentes”. E lançou mais um apelo em favor da vida, isto é, contra o aborto e a eutanásia.

Marcou posição pela vida em qualquer circunstância. Pela vida que está sendo desprezada, e com ela, as pessoas. E dirigiu-se em especial às mulheres para que sejam as defensoras da vida.

Anda por aí o “Barco do Aborto” numa campanha que consideramos uma traição à vida com pretensões a se intrometer na vida de outros países como o nosso Portugal. Não será uma falta de respeito pela nossa legislação e pelos problemas que são nossos e que eles resolveram talvez sem ética nem moral?

Para quem Deus não existe, tudo parece ser permitido, mas quando o homem perdeu o sentido da vida, entrou no caminho da bestialização. Que ao menos respeite o outro como pessoa e com dignidade, promovendo-a. João Paulo II elogiou os países que tiveram a coragem de tomar partido pela defesa da vida e das raízes cristãs da Europa.

A sua voz de gratidão chegou também até aos portugueses, que expressaram o desejo e apelo veemente do Papa, pela voz de Durão Barroso, então primeiro-ministro de Portugal e novo Presidente da Comissão Europeia. Além disso o povo português já se pronunciou em referendo.

4. O Iraque continua terra atribulada. No dia 1 de Agosto de 2004 uma cadeia de atentados contra quatro igrejas cristãs e um convento em Bagdade e Mossul causaram 15 mortos e cerca de 60 feridos quando participavam na missa dominical. Foi uma jornada violenta para os cristãos, depois de várias ameaças de morte contra o arcebispo caldeu Faraj Rako, em Mossul.

João Paulo II lamentou «vivamente as injustas agressões para quem só pretende colaborar na paz e na reconciliação do país». No mesmo dia líderes políticos e religiosos, cristãos e muçulmanos, sunitas e xiitas, condenaram unanimemente os atentados, qualificando-os de «crimes desumanos» e fazendo um apelo à unidade multiconfessional do país.

Assim vai o mundo!




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