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A “Esquerda” incontida…

Contraste flagrante: a deseducação da Oposição e a educação dos elementos dos Partidos coligados no Governo, que não tiveram nem uma palavra nem um gesto que ferisse o adversário, quando se dirigiram ao público após a comunicação presidencial

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1 Set 2004

Entre nós, assistimos com demasiada frequência a atitudes da “Esquerda” quer no Parlamento quer fora do Parlamento que nos impressionam, pois desrespeitam a educação, o local em que se expressam, e, até, por vezes, a verdade.
Assim aconteceu ultimamente com a decisão tomada pelo Presidente da República após Durão Barroso ter-se demitido de Presidente do Partido, pois ia para a Comissão Europeia, após nomeação feita pelos Chefes de Estado e do Governo da União Europeia. A Oposição expressou-se com um enorme desejo: que o Governo caísse e se marcassem eleições.

O Governo estava a meio do tempo legal que lhe cabia e, não obstante o silêncio da Oposição e a péssima situação em que o Governo socialista deixou o País, soube enfrentar a crise que herdou e, embora com grande sacrifício, começou a melhorar.

Os dois anos que lhe pertencem levaram o Governo a alcançar mais melhorias para todos os portugueses. A Oposição olvida, para o público, a verdade dos factos, os seus membros passam o tempo a dizer mal e a calar os factos registados, e, sem autoridade moral para o fazer, lançam para os portugueses os ódios incontidos que guardam em suas vontades.

Curioso vermos a Oposição toda, após o Presidente da República ter confiado ao representante do Partido Social Democrata a presidência do Governo, a gritar, nervosa e incontida, contra a decisão tomada. Esta foi tomada e comunicada ao País. O Presidente documentou-a e transmitiu-a aos portugueses. Destes, os que fazem a Oposição não gostaram e gritaram contra o Presidente.

Impressionou-nos o desequilíbrio psicológico e social com que abordaram um problema que era de interesse nacional e que politicamente e juridicamente fora devidamente respeitado.

A Oposição ignora os caminhos do dever, quando não são escutados por aqueles que, sobretudo, se preocupam com a verdade e o respeito à lei em vigor.

Contraste flagrante: a deseducação da Oposição e a educação dos elementos dos Partidos coligados no Governo, que não tiveram nem uma palavra nem um gesto que ferisse o adversário, quando se dirigiram ao público após a comunicação presidencial.

A Oposição quer o poder e, por isso, apressa-se, desrespeitosamente, a atacar o Presidente da República, que lhes não permitiu essa oportunidade tão desejada pela “Esquerda”, para manter, com a sua decisão, o Governo durante esse prazo legal que lhe permite prosseguir o seu trabalho de recuperação, o qual já é reconhecido por órgãos oficiais.

Não se incomodou a Oposição com as consequências gravosas que surgiriam caso o Presidente da República não tivesse tomado a decisão necessária, legal e oportuna.

O Dr. José Maria Martins escreveu no semanário “O Diabo” de 6 de Julho: «As eleições antecipadas prejudicam o crescimento económico, criam uma crise política, gratuita e da exclusiva responsabilidade de Jorge Sampaio».

Aquele advogado, neste artigo que referimos, faz outras afirmações que desejamos levar aos nossos leitores pois, com autoridade, dá-nos uma informação que interessa conhecer.

Disse: «Foi, aliás, Jorge Sampaio, e outros do PS que me levaram a abandonar este Partido em 1997, depois de 20 anos de militância. Os comunistas entraram em força no Partido Socialista, pervertendo a essência do Partido».

Trouxemos para os nossos leitores estas palavras escritas pelo advogado José Maria Martins para vermos a atitude corajosa e nobre que Jorge Sampaio tomou neste caso, em que não hesitou estar com a razão que assistiu ao Centro-Direita que governa presentemente o País.

Submissos às suas paixões políticas, a “Esquerda” queria que o Presidente os favorecesse.

José Maria Martins, sem ter informação, pois não existia, do que iria acontecer, escreveu: «O que é importante é que o programa do PSD continue a ser desenvolvido pelo novo Governo presidido por Pedro Santana Lopes, de forma a que nos dois anos que faltam da legislatura sejam prosseguidas políticas de crescimento económico, de melhoria dos níveis de vida dos portugueses, a aposta na educação e na ciência e numa política externa acutilante, sólida na defesa dos interesses nacionais. A Oposição está em pânico porque sabe que Pedro Santana Lopes, se formar Governo, irá imprimir uma nova forma de estar na política».




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