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Sobre a cultura da violência

A referência à violência na sociedade contemporânea está na moda. É, infelizmente, um facto indesmentível. Basta olhar à nossa volta ou ver a televisão. Violência por todo o lado, gratuita, sem objectivo. Somos ou estaremos a ser já uma espécie nova de Homem?

N/D
30 Ago 2004

É de tal modo preocupante a difusão da violência, observada directamente ou indirectamente através dos Órgãos de Comunicação Social que os vários e sucessivos Governos tentam pôr cobro a tal estado de coisas. Diz-se que “o excesso de violência na Televisão não é tanto uma sina da sociedade, dos cidadãos e das suas instituições”. Julgo que a afirmação que acabei de citar não merece contestação.

Contudo, há na nossa sociedade civil, uma apatia face à necessidade de afirmar “alto e bom som”, com poder de intervenção claro e com força a urgência de se alterar a situação. No fundo, os direitos dos cidadãos e das famílias, são muitas vezes agredidos por culpa dos próprios. E não há Decreto que modifique tal estado de espírito e se isso viesse a acontecer poderia ser interpretado como paternalismo antiquado.

“Combater a cultura da violência, mas também e sobretudo no audiovisual, é um acto de consciência, uma atitude de cidadania, um direito e um dever da sociedade”.

Temos, assim, de ser todos – de modo colectivo – e cada um, individualmente, a assumir este direito/dever. O nosso silêncio é cúmplice desta cultura de violência.

Urge erguer a nossa voz para exigir, nomeadamente aos “patrões” das televisões, que nos ajudem a tornar o nosso mundo um pouco menos violento e destruidor e um pouco mais fraterno e solidário.




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