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A formação entende-se como uma transformação do espírito que capacitará o Homem para participar na determinação da verdade no mundo e na vida, de um modo livre, isto é, numa linguagem e num pensamento consciente e responsável

N/D
30 Ago 2004

O conceito de formação, como transcrição do ideal grego do Homem belo e bom, invadiu a literatura alemã do século XVIII e a pedagogia neo-humanista, constituindo a base da reforma do ensino superior do primeiro quartel do século XIX.
Neste caso, viria a coincidir com o termo grego “paideía” e com o latino “humanismus”.

Para o ideal humanista, a formação mostra-se como acção recíproca entre o eu emergente e o mundo que se lhe revela, mas que realiza o seu fim interno apenas no caso de tal acção ser livre e activa.

A compreensão deste conceito parte da caracterização que Leibniz faz da substânica individual como “força”, pois a psicologização do conceito de força faz pensar a formação como manifestação das “forças” que a natureza proporciona à alma.

A formação desenvolve no Homem o que lhe é mais específico, ou seja, a sua razão, com a qual lhe confere o seu traço humano mais autêntico. É assim que o conceito de formação se introduz no humanismo, sobretudo alemão, significando o pôr em actividade todas as forças do Homem, para que estas possam desenvolver-se no seu próprio “télos”.

Portanto, os pedagogos dessa época dão relevância ao aspecto da autoformação, ou seja, da livre tomada de posição que o indivíduo faz de si mesmo, como autodeterminação. Ainda, segundo eles, constitui-se, assim, uma individualidade ideal; por seu turno, a totalidade dessas individualidades ideais forma o “ideal da humanidade”, como expressão da pura natureza humana.

Para o desenvolvimento dessas forças íntimas, o Homem necessita do mundo, mas não se revela adequado a qualquer elemento mundano; os elementos capazes de produzir a formação humana são a linguagem, a arte, a matemática e as ciências, e a sua acção extravaza para âmbitos, tais como, a economia, a técnica, a política, etc; há que notar nela também uma componente patriótica e religiosa.

Com isto, a formação entende-se como uma transformação do espírito que capacitará o Homem para participar na determinação da verdade no mundo e na vida, de um modo livre, isto é, numa linguagem e num
pensamento consciente e responsável.




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