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A leviandade de alguns casamentos

O casamento é dos passos mais importantes na vida de um ser humano e, por isso, deve ser encarado com a dignidade que ele merece. O namoro, preparação para esse grande acontecimento, não pode conter apenas beijinhos e abraços, mas ser dotado de um diálogo profundo, onde se arquitectam os primeiros traços de um verdadeiro projecto de vida que deve ser amplo, desprovido de hipocrisias, em que cada um coloca o seu parecer, a sua maneira de pensar, revelando tudo o que pensa.

N/D
28 Ago 2004

Quando se faz um projecto deposita-se nele todo o saber, todo o sentir, para que a obra tenha o sucesso desejado. Pode haver nela aperfeiçoamentos, correcções, mas a estrutura principal permanece intacta, caso contrário tudo se desvanece e tudo cai. Para isso os artífices têm que saber desempenhar bem tudo o que prometeram quando desenvolveram e selaram o contrato.
Hoje em dia, na grande maioria dos casos, não há espírito de sacrifício e logo na primeira discussão acabam e abandonam todos os compromissos assumidos, não pensando nos filhos que, naquele lar, estavam tão felizes e que vão sentir tanto aquela separação! Tanta gente infeliz por não saber assumir as suas responsabilidades!

Uma separação não pode ser tomada de ânimo leve, só em casos extremos e, até, a própria igreja, em determinados casos, pode considerar nula uma união, mas com muito cuidado e com provas muito fortes.

É fundamental haver uma grande abertura entre os dois seres, não deixando para mais tarde aquilo que devia ser desvelado na devida altura. Quantos há que ocultam a sua verdadeira autenticidade para a revelarem mais tarde, causando grandes dissabores ao seu cônjuge que tinha casado com uma pessoa totalmente diferente.

São as tais leviandades que nunca deviam existir para qualquer pessoa que deseja ser feliz e quer construir um lar pacífico, onde pode haver, por vezes, discussões, mas em prol de um aprofundamento cada vez maior numa vida a dois.

O diálogo é fundamental, sendo normal haver divergências, ideias diferentes. É nessa dicotomia responsabilizada, em que cada uma das partes sabe fundamentar os seus pontos de vista e sabe aceitar o outro como tal, que uma família consegue atingir objectivos sublimes, mantendo-se unida e fiel a tudo aquilo que uma vida a dois obriga.

Levemos muito a sério o nosso casamento. Pensemos na nossa e na infelicidade dos outros quando se envereda, de qualquer modo, pelo divórcio.

É preciso ter a coragem de exteriorizar todo o sentir antes de assumir qualquer compromisso e se uma das partes entender que daquela maneira não é possível construir uma vida a dois, em virtude das suas grandes incompatibilidades, o melhor e o mais razoável é abandonar esse projecto que se tornou inviável e iniciar outro com traços mais vincados que serão sempre bem mais visíveis e basilares na construção de um lar .

Dialoguem, troquem impressões, revelem tudo aquilo que são e não façam do namoro apenas uma brincadeira, mas perspectivem o futuro de acordo com os verdadeiros ideais de cada um. Pensem viver um para o outro durante toda uma vida, não encarando o casamento com banalidade, mas fazendo dele os alicerces de uma vida a dois cheia de amor e felicidade.




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