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Sobre alguns silêncios!

Há silêncios que significam mais do que grandes e bem construídos discursos. Umas vezes são de concordância – é a sabedoria que encerra o nosso “quem cala consente!”.

N/D
27 Ago 2004

Outras vezes, como dizia o escritor francês Rivarol, “o silêncio é o santuário da prudência!” É o silêncio reflexivo para a intervenção atempada, correcta e serena.
É mérito, e grande mérito, saber usar esta atitude. Outras vezes, finalmente, o silêncio é sinal de discordância. É o método usado pelos cobardes. Não se atrevem a discordar frontalmente, refugiando-se no silêncio que, quem sabe?, pode ser interpretado de diferentes modos.

Há, também, o silêncio do boicote. Não raras vezes pensamos a crítica mais eficaz é a crítica de-molidora. Ora assim nem sempre sucede. O silêncio pode ter efeitos muito mais devastadores. É que ele, o silêncio, não alimentando a memória e a discussão leva rapidamente ao esquecimento.

E este é bem mais eficaz na destruição de um projecto do que a oposição frontal e até bem construída. Esta forma de silêncio, silêncios de nosso quotidiano, é uma arma perigosamente eficaz.

Ao silenciar-se quem trabalha, quem constrói projectos e quem não se conforma com a tibieza e a indiferença consegue-se muito mais do que promovendo a sua destruição pelo afrontamento. Mas só os Homens, com “H” maiúsculo, conseguem ultrapassar esta tentação de usar o silêncio como arma de destruição.

Deixe-se aos outros, aos cobardes, o privilégio mesquinho de serem silenciadores da consciência colectiva. De facto, há silêncios que matam!…




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