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O melhor do mundo

Nos finais do último ano lectivo, Braga foi o palco de inúmeros eventos magníficos protagonizados por crianças. Referirei apenas três que vivi mais de perto.

N/D
25 Ago 2004

Um, no Instituto da Juventude, promovido pela Companhia da Música de Braga. Ali estava eu ouvindo aqueles artistas de palmo e meio tocando os mais variados instrumentos. Entravam no palco, faziam digna reverência e começavam a tocar.

Sempre que a música vinha do piano, eu, de olhos fechados, apenas ouvia e era transportada por ela, pela música, ao tempo em que a Dr.a Elisa Leça era a Elisinha e as crianças outras.

No fundo do casulo dos meus olhos a imagem de um menino loirinho, lindo, que tocava com as costas muito direitas, numa concentração pouco usual na sua idade. E todos os meninos que nesse dia ali tocaram foram esse menino de outrora. Chorei, se calhar por mim, se calhar por ele, se calhar por todos os meninos que nunca deixarão de o ser.

O espectáculo terminou com o coro da escola, a quatro vozes, numa canção muito viva e alegre.

Outro evento esteve a cargo da Arte Total com o seu espectáculo de dança, no Auditório do Parque de Exposições. Muita, música, coreografia muito feliz, proporcionadas por alguns bem minorquinhas, senhores do seu papel de bailarinos, fatos de duas cores, movimentos graciosos e por outros mais crescidos, mais maduros, como profissionais. O Auditório, cheíssimo aplaudiu, em pé, aquelas crianças criadoras de momentos de rara beleza, sons, cores, alegria. Parabéns, Joana!

Parabéns, Cristina! Muitos, muitos parabéns! eu, que fui professora tantos anos e várias vezes ensinei crianças, sei das dificuldades que enfrentaram, do quanto fizeram, para as ultrapassar, do vosso mérito. Conti-nuem. Desejo-vos as maiores felicidades e sucessos.

Vivemos no tempo da cultura desenfreada do corpo, como se o homem existisse apenas por fora. Mente sã num corpo são não é cliché gasto, mas antes a prova de que somos um todo e de que é como tal que devemos cultivar-nos. É por isso que sempre estive de pé atrás com top models, misters músculos, misses disto e daquilo… enfim, adiante.

Por último não posso deixar de referir a festa de encerramento das actividades no Kids Club. Esta escola de línguas tem alunos dos quatro/cinco anos até aos setenta/oitenta. Nunca é tarde para relembrar. Só os mais pequenos foram actores de uma pequena peça de teatro, totalmente falada em inglês e com pronúncia impecável.

Encerraram os mais pequeninos com uma canção inglesa.

Depois, o convívio de um bom lanche com crianças e demais alunos, familiares e professores.

E porque, na verdade, “o melhor do mundo são as crianças” vale a pena apostar nelas para que cresçam de forma harmoniosa, física e espiritualmente e vale a pena, também, incentivar e divulgar os eventos em que elas se empenham e desempenham com primor.




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