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Ligações tendenciosas

Em todo o complexo ‘processo da Casa Pia’ têm-se observado peripécias mais ou menos interessantes na leitura/discernimento do que podemos descortinar para além do que ouve, lê ou vê.

N/D
23 Ago 2004

Numa visão mais ou menos atenta poderemos questionar-nos sobre certas parelhas (isto é, a uma figura parece corresponder outra!) de múltipla conjugação quase caleidoscópica.
Do que se vai percebendo (sobretudo) pela Comunicação Social fomos encontrando algumas correspondências mais ou menos claras: uma jornalista da Sic/Expresso com um advogado ex-cassapiano e ex-assessor jurídico do grupo parlamentar do PCP; uma jornalista da Sic em vias de casar com um advogado de um dos acusados do processo; uma directora de um semanário é filha de um advogado de um dos mais mediáticos dos acusados; um fiscalista eminente e uma ex-directora de um serviço de combate à fraude da PJ; um jornalista de um diário que trata com familiaridade e grava conversas (talvez roubadas e manipuladas) com dignitários da polícia de investigação e assessoras da Procuradoria…

Todo o ‘processo da Casa Pia’ tem feito correr muita tinta – e fará escorrer muita mais!… – e parece esconder meandros conturbados da nossa vida social, política, artística ou económica: aqueles jantares de desagravo, as declarações de inocentismo colectivo, as juras de cabalas e protestos de ofendidos na honra, honestidade e bom nome… como que têm criado suspeita no povo mais ou menos ‘crédulo’ na nossa justiça.

De facto, certas ligações são mais do que conjunturais, tornando-se urgente ilibar quem nada tem com o assunto e julgar, punir e corrigir os verdadeiros culpados. E as vítimas quem as defende? Serão todas assim mentirosas compulsivas como se chegou a tentar fazer crer? Quem irá indemnizá-las pela perda desse tempo de vida marcada pelos traumas, complexos e feridas? Até onde irá a capacidade de resistir, por parte dos defensores das crianças abusadas, às pressões mais ou menos subtis de certa Comunicação Social? Estarão todos os intervenientes – instituições, sectores sociais ou canais da justiça – interessados em apurar a verdade nua e crua?

Portugal tem os olhos postos em si pela forma como estamos ou formos capazes de tratar este assunto. Da solução encontrada dependerá muito da nossa credibilidade na Europa e no mundo. Assim saibamos ser sérios, justos e sensatos! O folhetim segue dentro de momentos…




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