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Educar – A arte por excelência (5)

A família é a primeira entidade educadora, não só na ordem cronológica, mas tambémno sentido jurídico

N/D
21 Ago 2004

Oobjectivo fundamental da educação deve ser o de adquirir, na maior medida possível, os conhecimentos, as destrezas e as aptidões que ajudem, com mais eficácia, a desenvolver a vida individual e social, sob todos os aspectos, procurando eliminar todos aqueloutros que impeçam ou pervertam esse crescimento.

Já Platão defendia que “educar é dar à alma e ao corpo toda a beleza e perfeição de que são susceptíveis.”. E acrescentava: “a educação é a formação que desde a infância exercita o Homem na virtude e lhe inspira o verdadeiro desejo de chegar a ser um cidadão perfeito capaz de governar ou de ser governado de acordo com a recta justiça”.

Importa ainda notar a grande revolução que se está a processar no campo educativo, acompanhando (e, por sua vez, influen-ciando), em interacção contínua, o mundo e a sociedade, também eles em rápida e profunda transformação. Atenda-se, por exemplo, ao domínio da informática onde o computador se tornou imprescindível, aos meios de comunicação social que fazem do mundo uma aldeia global, ao aspecto multi e inter-cultural de qualquer realidade humana, à instituição familiar em mudança e em crise, à escola também num estado decadente de identidade, com escolas paralelas ou alternativas, como seja, a Televisão ou a Internet, podendo hoje falar-se mais de pan-escolarização do que de desescolarização.

No que concerne aos agentes da educação, a família é a primeira entidade educadora, não só na ordem cronológica, mas também no sentido jurídico; é no seio familiar que a criança, primeiro, se encontra e se educa; à família, primordialmente, compete o direito de educar. Não porque a criança nela nascida em rigor lhe pertença (como pessoa, não é objecto de direito de propriedade); mas precisamente por ser pessoa, a criança tem direitos e, entre eles, o direito à vida e à educação. Ora, como os direitos e os deveres são correlativos, é inegável que aos pais (primeiro que a ninguém) incumbe igualmente o dever de educar os seus filhos.

Infelizmente, muitos pais ignoram, apoucam ou descuram o papel primordial e insubstituível de educadores que têm de desempenhar junto dos filhos. Não se consagram devidamente a esta sua missão importante e essencial. Deixam-se absorver imoderadamente pelos negócios, pela actividade profissional ou pelas relações sociais e de lazer, esquecendo que a nobre função de educar suplanta todas as demais.

E, pela sua negligência, quantas vezes não comprometem irremediavelmente o destino dos filhos?




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