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Liberdade e censura…

Caminhar sem ser seguido, falar sem ser escutado, escrever sem ser proibido, viver na e para a comunidade, participar na vida da família conviver e ter amigos, preocuparmo-nos com o mal e desejar o bem…

N/D
19 Ago 2004

A liberdade tem um preço que é a sua defesa, não permite que outros entendam ou resolvam o que nos diz respeito, sem a nossa participação ou opinião. É na defesa de princípios e valores fundamentais que teremos sempre de permanecer vigilantes e atentos ao que ocorre à nossa volta.

Como é bonito “contemplar a liberdade”: são crianças que correm e riem, são os pássaros a voar, são os homens a dialogar, as festas, o poder pensar falar e escrever, ter ideias e fazer ou simplesmente viver com fé e na esperança de melhores dias, onde a paz, a segurança e o emprego não sejam postos em causa.

Que fazer para conservar este bem?… Talvez a resposta só cada um de nós a possa encontrar através do comportamento, da acção e participação de todos os dias, não abdicando de direitos, exigindo justiça, trabalhando e cooperando com todos os que se preocupam com o bem estar comum e com a defesa dos valores, princípios e costumes, que nos foram legados ao longo dos tempos.

A censura como crítica ou opinião, conselho ou orientação é sempre uma necessidade da própria liberdade, mas é diferente daquela que pretenda vigiar, escutar, catar ideias ou proibir o uso da razão.

É desta que todos se devem acautelar e impedir que ela se desenvolva entre nós, como erva daninha capaz de estragar a sementeira.

Às vezes pode surgir escondida entre sorrisos e opiniões ou sugestões pretensamente fundamentadas em ideias do passado, que buscam apoios para minar a fé e esperança numa sociedade justa, moderna e evoluída, onde o cidadão prevaleça enquanto ser humano com direitos e liberdades, princípios e valores, bases fundamentais na construção duma sociedade onde ricos e pobres procurem conviver e auxiliar-se mutuamente.

Só com solidariedade e justiça é possível manter a esperança e a liberdade, sem correr o risco de um dia a censura não permitir escrever, falar ou ter opinião. Trinta anos depois de 1974, nem tudo foi ou é bom; mas é ao povo que compete votar, escolher, criticar e decidir, sobre o país.

A liberdade de permitir escolher periodicamente os novos representantes é um valor a estimar e conservar a qualquer preço. A democracia que se vai “solidificando” reflecte o respeito de ideias, a vontade do diálogo e a força da razão. Liberdade e responsabilidade coexistem e são necessidades básicas e sólidas, para que os direitos, liberdades e garantias sejam conquistas irreversíveis, num processo em desenvolvimento, onde o progresso evolução e riqueza, sejam objectivos a alcançar.

A fé que tão positivamente influencia a vida dos portugueses, anima a esperança de vencer a crise, melhorando as condições de vida de todos aqueles que acreditam e desejam um Portugal melhor, onde a liberdade se mantenha e as soluções surjam como produto e vontade dos governantes e do povo em geral.

Que o pessimismo resultante da situação económica e crise do país tenha uma resposta firme, com decisões urgentes, que visam um optimismo no certo prazo, com reflexos no bem estar geral e estabilidade, segurança e justiça no país. Liberdade e vontade de vencer, sim. Mas censura não, nunca mais.




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