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O terrível drama da condução

Não consigo calar-me, sossegar e, por isso, uma vez mais, venho alertar e gritar para o que continua a ser uma calamidade, nos homens que, sem qualquer respeito por si e pelos outros, se comportam indigna e selvaticamente quando estão ao volante dos seus automóveis, nas estradas do meu querido país que, de dia para dia, são manchadas com tanto sangue, dor e sofrimento.

N/D
18 Ago 2004

Como é possível?
Continua, infelizmente a ser uma situação impossível, insolucionável, dramática, com tanta loucura que se pratica na condução automobilística, diariamente.

Só vou dar dois pequenos exemplos: na última semana do mês de Junho, faleceram cerca de 14 pessoas; e, na semana anterior, perderam a vida mais de 29 pessoas.

Que horror! Que barbaridade! Que tragédia! Que povo é este, meu Deus, que ao volante se altera completamente? Tanta inconsciência. Tanta falta de sensibilidade.

Que mentes vazias, a conduzirem, quando lhes devia ser retirada, para sempre, a carta de condução… É que não basta ter habilidade para conduzir, é preciso muito mais. Qualquer pessoa mal formada, deseducada e pouco culta, com facilidade conduz.

Até os “marginais” e outros suspeitos pegam no carro com a maior facilidade. E o resto? Por isto, surgem os desastres onde, infelizmente, todos somos envolvidos…

Insisto, mas com muita revolta, “gritando” uma vez mais, porque, apesar de para muitos continuar a cair em saco roto, haverá alguém como eu, que me entende e se indigna.

Onde está o valor da vida humana, da nossa e da dos outros? Que respeito é este?

Será que haverá algum cidadão indiferente a esta calamidade que enluta e magoa para toda a vida tantas famílias?

Como é possível assistir diariamente a uma condução agressiva, ultrapassando os limites de velocidade, conduzindo sempre na faixa esquerda, quer nas vias rápidas, quer nas auto-estradas?

É um autêntico, caos rodoviário. Só quem parar, deixar o carro em casa e apreciar a condução vê que é de bradar aos céus: parecem mosquitos, serpentes, porque são tantos os ziguezagues. Nesta situação, é que se tem a noção das asneiras cometidas. Como muitos precisam de fazer esta observação…

Porque continuamos a ser tão agressivos, tão malcriados, tão loucos, quando ao volante?

Temos que nos continuar a eliminar, uns aos outros, no asfalto português? É mais que hora, de dizer basta! E não me venham dizer que andar com muita velocidade não provoca acidentes. Por vezes, fico com a sensação de que há condutores, que julgam que a estrada é só deles. (…) Que “guerra” maldita.

Os portugueses aderiram com entusiasmo ao Euro/2004, colocaram a bandeira nacional. Quem se sentir e for verdadeiramente português deve agora continuar irmanado deste espírito coeso para lutar com todas as suas forças contra este terrível drama, para ver se é possível, modificar tão intoleráveis comportamentos, para tentar conseguir que esta tragédia diminua.

Para mim, um morto na estrada não me satisfaz. Até breve.




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