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As janelas de vidro…

Desde pequeninos achamos que somos quem sabemos. Os saberes dos pais, e/ou “kotas”, “‘velhos” foram ultrapassados.

N/D
15 Ago 2004

Nunca viu um “escarro” no seu carro? Nunca lhe escreveram no carro “lava-me seu porco”? O carro fala? Não, claro! Mas, alguém fa1a por ele., e sem saber como chegar até si escreve “essa mensagem”.
Em épocas de férias com os portugueses numa lista de países que pouco lê, afirmação da qual nem duvido do Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal da noite de Domingo na televisão, pergunto a mim próprio como podem os jovens saber, dialogar, ter temas de conversa, em casa, com a família ao menos em férias (!! !), ou com os amigos?

As caixas, o poder das caixas, televisão, computador, DVD, não “obrigam” a ter que procurar, a pesquisar, a consultar um dicionário para saber o significado desta ou daquela palavra porque “tudo aparece feito”! Não é de admirar ver escrito, em placas, placares, em portas de casas de banho, expressões diversas, sem sentido aparentemente, ou sem conexão, sinal provável ou de ignorância, ou de “raiva”, …, como são disso exemplo, «psicopato», na placa indicativa quando chegamos ao Bom Jesus, ou «viúvas negras», quando nos dirigimos para o Sameiro!

Não é de admirar o que as noticias por esse mundo nos mostram e, assistir à construção do muro feito por Judeus, pior do que aquele construído para separar alemães, do lado oriental e ocidental, agora finalmente destruído.

Para quê um muro de lamentações?

Para quê bater no peito frente de todos na Eucaristia e logo a seguir negarmos os ensinamentos de amor e perdão de Jesus Cristo? Aparências? Já mais do que uma vez em locais diferentes ouvi: “A vida é como um filme”. E é, ou para alguns parece ser, infelizmente.

Era bom saber que todos aqueles que dizem acreditar em Jesus Cristo vivessem o seu dia a dia, incluindo as férias, testemunhando e não negarem que Ele está no meio de nós. S. Pedro negou conhecer Jesus Cristo três vezes, Jesus perdoou. Quem somos nós para “atirar” pedras uns aos outros? Todas as casas têm “telhados de vidro”. Era bom saber que a Páscoa, momento de reflexão, reconciliação com o próximo não fosse apenas no mês de Abril.

Pena é viver as principais festas religiosas só nesses dias. O “Natal” só em Dezembro, por exemplo. Se em cada dia oferecêssemos “algo” de nós ao outro, sem esperar um gesto igual o Natal não seria vivido apenas em Dezembro.

Não estaríamos mais perto uns dos outros, “sem muros”, sem necessitar de “gritar” e escrever “palavras” que talvez, com a família ou com os amigos, com diálogo nos permitisse perceber aquilo que ainda não tínhamos entendido? Saber ouvir o outro, é já uma “palavras” que talvez, com a família ou com os amigos, com diálogo nos permitisse perceber aquilo que ainda não tínhamos entendido? Saber ouvir o outro, é já uma “lição” de amor. Nestas férias espero reflectir sobre tudo isto, ler, trocar ideias, e ver se quando regressar trago “na minha mala” interna, no coração, mais do que aquilo que levo.




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