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Acções da EDP – gato por lebre

Pertenço ao grande número de portugueses ingénuos, que subscreveu acções da EDP na 4.ª fase de privatização. Pelo efeito, estou muito grato ao principal autor do suplemento de economia, Ricardo Rio.

N/D
13 Ago 2004

Em tempo oportuno, alertou para a possibilidade do título em questão, nesse dia cotado em 2,24E, descer a curto prazo abaixo dos dois euros. Imediatamente dei ordem de venda das minhas acções ao preço citado e comprei-as de novo, volvidas algumas semanas, a um preço muito abaixo dos referidos dois euros. Para quem as subscreveu, as dos pequenos subscritores, recordo, foram ao preço de 2,94E.
A grave crise económica que assolou o mundo, acrescida dos muitos conflitos internacionais, é evidente que afectou e de que maneira os mercados de capitais.

Porém, embora ténue, é visível uma ligeira retoma. E é precisamente nos mercados bolsistas que ela é visível. Em relação ao agudizar da crise, a maioria dos títulos já recuperou mais de 100%. Excepção para os da EDP que não atam nem desatam! Quando se notam alguns sinais de recuperação, logo surge uma notícia que dá origem a uma grande hecatombe de queda.

Este articulado, está a ser produzido após ter verificado no teletexto da SIC, as acções da EDP a caminho dos 2,20E com uma queda a rondar os 5%. No dia anterior, atingiram o máximo de 2,41E!

Sendo leigo em matéria de economia, não obstante, não andarei longe da verdade, situando o aludido facto no expansionismo excessivo da EDP. O constante reforço da posição que tem na Hidrocantábrico, empresa espanhola, tem, parece-me, sido a grande “tragédia” da cotação do título.

Diz-se que ao pretender deter 95% da citada empresa, a EDP vai proceder a um aumento de capital para custear tal empreendimento. Trocado por miúdos, será pedido um sacrifício aos accionistas que já estão fortemente penalizados!

Entretanto, o Estado, que detém ainda 30%, é cúmplice da situação decorrente. Nada faz para compensar os accionistas. Nunca, como hoje, se falou tanto em cumprir objectivos.

Porém, na prática, o que se sabe, é que os homólogos de outros países, num colóquio, constataram que os gestores portugueses são muito incompetentes.
No meio de tudo isto, quem se lixa é o peão de brega, o Zé mexilhão, que decidiu comprar gato por lebre, brincando com coisas sérias, ou talvez não…




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