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Reflexões no tempo que passa…

Um jornal diário noticiava há semanas (23/06/04), que milhares de portugueses tentam a sorte em Londres. No desenvolvimento da notícia, afinal referia as dificuldades dos nossos cidadãos emigrantes naquele país e o aumento da procura de apoio junto ao consulado, bem como os sectores mais procurados (agricultura e empresas alimentares) por gente jovem, em média entre os 20 e 30 anos e com baixa escolaridade.

N/D
11 Ago 2004

Isto significa que se trata de cidadãos nascidos depois de 1974 ou com formação adquirida depois dessa data.
Nada que não se soubesse já. No fundo a questão apenas demonstra ou dá ideia do sucesso das políticas de educação e cultura desenvolvidas nos últimos anos; é imagem do sistema e das reformas que tardam em mostrar resultados positivos.

Quanto ao desemprego, é demasiado notório, deixou de ser novidade e tornou-se algo de indesejável com que os portugueses se tornaram familiarizados. Ninguém dúvida que temos planos e muitas esperanças, mas tardamos em encontrar o caminho certo.

Se pensarmos nos milhares de desempregados existentes, nos milhares de jovens a sair das Universidades para a procura de emprego e nos muitos trabalhadores com empregos precários ou salários em atraso, bem como nos milhares de reformados com pensões de miséria, ficamos demasiado preocupados para continuar a ser optimistas e acreditar nas promessas dos nossos políticos.

Podemos ter segurança, ordem e disciplina, mas necessitamos de estabilidade no trabalho, emprego, família, para manter a coesão social.

A solidariedade não se apregoa, demonstra-se com políticas activas e pensando no cidadão como principal referência e destinatário dos programas e acções políticas.

Não queiram a curto prazo evoluir apenas a nível de alguns grupos ou classes sociais, ficando ou contribuindo para um enorme fosso cultural, económico e social entre cidadãos. O todo necessita de planeamento global, de soluções gerais, nunca esquecendo os desfavorecidos; a maioria, afinal, dos portugueses que se lamenta mas, sabe-se lá porquê, ainda tem esperança e muita fé que a sua vida vai melhorar.

O sucesso e progresso dependem de todos, mas também é verdade que as grandes decisões, aquelas que implicam com o domínio social e são prioritárias, pertencem aos governantes, aqueles que vamos elegendo e de quem esperamos planos e soluções.

As montanhas existem; é preciso vontade, força e fé para as subir. Um dia vamos conseguir.




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