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O ensino em crise

Desde as escolas primárias que o ensino está decadente e o facto nota-se e regista-secom extraordinária facilidade. E, perante esta grave realidade, assistimos à indiferença dos responsáveis

N/D
11 Ago 2004

Nos últimos tempos, desde os tempos da Monarquia, o ensino estava, e ainda está em crise. Desde as escolas primárias que o ensino está decadente e o facto nota-se e regista-se com extraordinária facilidade.

E, perante esta grave realidade assistimos à indiferença dos responsáveis, aos conflitos académicos de vária ordem e em várias escolas, e aos pais que correm para os edifícios escolares não para colaborarem neste trabalho fundamental da vida de um povo, mas para junto dos professores obterem vantagens para os seus filhos.

A facilidade, a liberdade com uma ajuda da independência escolar ocuparam a vida académica com desprezo da sua verdadeira função.

Todos reconhecem que os factos existem, que as escolas não conseguem harmonizar a situação existente e que impossibilita o êxito escolar.

Não acontece ouvirmos, por vezes, na televisão, alunos já universitários que ignoram os problemas e a pedagogia que deve-riam dominar o ensino escolar?

Todos reconhecem que se impõem informar. O Dr. José Hermano Saraiva, em entrevista ao semanário “O Diabo” dá uma resposta que vamos transcrever. Ei-la: O jornalista pergunta-lhe: – “Como explica a pouca propensão para se introduzirem reformas?” O entrevistado disse: “Os professores são responsáveis. O próprio Pombal teve dificuldades em aplicar a sua reforma porque os professores eram os mesmos. Já o povo dizia «meter vinho novo em odres velhos». O vinho sabe ao mesmo…

Disse recentemente que os livros que se escrevem hoje «são quase todos monos de prateleira». A literatura que se produz é de má qualidade?

Os portugueses são excessivamente conservadores e têm uma grande preguiça no pensar. Dá menos trabalho dizer o já dito. O nosso próprio ensino é de «papa feita».

Já no tempo de Eça de Queiroz a cultura vinha de França, empacotada, e antes provinha dos latinos. A ideia de que nós temos de ser a fonte do nosso próprio pensamento tem sido difícil de impor. O Marquês de Pombal proibiu a sebenta, mas ainda hoje, século XXI, há sebentas nas universidades”.

Curioso poder registar-se uma pessoa que nos nossos dias respondeu como se devia ao problema que estamos a abordar. Foi Rosado Fernandes, que no semanário “O Diabo” de 20 de julho escreveu um notável e oportuno artigo do qual vamos transcrever algumas passagens.

Ei-las: “Vai estar, contudo, no poder gente que não só sabe o que é o mundo, como qual é a forma de gerir um país. Se não unirem os esforços para alterar esta situação já secular, serão tão ineficazes como os anteriores governos, com a excepção, e só essa, do primeiro mandato de Cavaco Silva”.

Fizemos esta transcrição, porque é silenciada pela oposição política, que nunca aceitou a obra de Cavaco Silva, obra que se projectou em grande no estrangeiro, e que os socialistas, quando assumiram o poder destruíram.

Maria Manuela Mensurada, na secção “Correio do Inferno” do “O Diabo” de 6 de Julho escreveu um artigo muito objectivo do qual transcrevemos este parágrafo: “Essa esquerda que deixou o País de rastos, à mingua económica e financeira, dívidas e mais dívidas, sem dinheiro para as pagarem, uma educação de rastos, um sistema de saúde sem sistema e sem saúde, umas Forças Armadas sem forças e desacreditadas, uma segurança onde os buracos eram tantos que, não só terroristas como comércio de drogas e outras muitas vergonhas cabiam inteirinhas nesses enormes buracos, dessa (não) segurança, também deixada em herança”.

Trouxemos para os nossos leitores textos, que não nos pertencem, mas que têm uma dupla vantagem: valorizam o tema que abordamos e dão ao leitor a possibilidade de penetrar nos factos e construir a sua opinião objectiva.

Não pretendemos senão deixar elementos que dão clareza aos factos e tornam mais objectiva a nossa intervenção intelectual. Acresce que com esses documentos e outros que temos publicado, colaboramos para uma informação séria, independente, e comunicativa.

Só os que se deixam dominar pelas suas paixões infundadas é que seguem esse caminho e o desejam para o seu êxito da verdade com o objectivo muito claro que é iluminar as inteligências e as consciências.

Desde há muito que, infelizmente, entre nós, alguns políticos de certos partidos da “esquerda” fazem uma política dessa natureza e, sistematicamente, rejeitam os factos que praticaram ou pelo silêncio ou pela deturpação da verdade.




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