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Educar -a arte por excelência (3)

Não pode haver educação sem objectivos e sem fins, que correspondam às necessidades intrínsecas da natureza humana da criança

N/D
10 Ago 2004

Pelo exposto, o étimo educar significa, primariamente, “conduzir”. Daqui se infere que ninguém pode conduzir sem conhecer o caminho e sem saber para onde. Portanto, não pode haver educação sem objectivos e sem fins, que correspondam às necessidades intrínsecas da natureza humana da criança.
Inúmeras têm sido as definições paradigmáticas de educação (mais de 180), dependendo da concepção filosófica que cada sociedade tem acerca da natureza humana.

Contudo, em todas elas há certos elementos comuns:

a) Educar só se aplica propriamente a seres humanos;

b) Consiste em exercer uma acção sobre o educando em ordem a que ele atinja o seu desenvolvimento integral e harmonioso;

c) Esta acção é exercida por indivíduos ou grupos sociais;

d) O acto educativo tem uma finalidade abrangente – promover no educando sucessivas modificações que o levem a conseguir uma equilibrada maturidade pessoal, que o disponham a alcançar o seu fim último e que o preparem para a vida na sociedade, de que virá a ser membro de pleno direito;

e) Como a acção educativa se exerce num ser inteligente e livre, é mister, para ser eficaz e adequada, que a ela corresponda, no educando, colaboração pessoal. O acto educativo implica, portanto, finalidade e cooperação.

Neste contexto, julgamos que uma das mais correctas, adequadas e abrangentes é aquela que considera a educação como processo e produto, ou seja, uma acção intencional ou voluntária de um adulto (educador) sobre uma criança (educando), utilizando métodos mais ou menos autoritários ou dialogantes, tradicionais ou modernos, em ordem a levá-la ou a ajudá-la (conforme se acentue mais a hetero ou a auto-educação) a desenvolver todas as suas capacidades (educação integral ou holística), de modo a que possa atingir o fim último do ser humano ( expresso em felicidade, perfeição, maturidade, realização, liberdade, transcendência e salvação).

Aliás, A. Simões defende que propriamente só é lícito falar de educação quando há uma referência à moral. A educação moral, afirma ele, não é uma educação, ela é a educação.




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