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O autismo político

Basta de tantos doentes de autismo na política. Em nome da Democracia e para a salvar, queremos políticos verdadeiramente dialogantes!

N/D
9 Ago 2004

Os dicionários definem autismo como uma patologia humana que se manifesta pela perda de todo o contacto com o exterior. Ou seja, o autista é um doente com o qual não é possível o diálogo.
Fechado e voltado sobre si, ignora os outros e o mundo que o rodeia. Obviamente que não estou a falar de políticos que todos os dias invadem o nosso domicílio pelos meios de Comunicação Social, não para dialogarem connosco mas para nos debitarem um grande número de ideias e “balelas”, com o fito de, lavando-nos o cérebro, nos levarem a aderir ao seu grupo. Mas, como se pode constatar, não sendo o autismo uma doença dos políticos estes comportam-se como tal.

Assim, a definição que se encontra nos dicionários para autismo obviamente e afinal aplica-se aos políticos.

Ora, deste modo, os políticos que se comportam autísticamente são pois, indivíduos verdadeiramente e totalmente autistas.

De facto, pouco lhes interessa ouvir o que temos para lhes dizer já que são incapazes de dialogar connosco.

Então, urge modificar os políticos e, consequentemente, é nossa obrigação, moral e cívica, tratar todos os que agora se agitam autísticamente. O bom senso e o respeito por cada eleitor exigem que os políticos autistas dêem o lugar a políticos “tout court”, isto é, a homens e mulheres que querem servir a “polis” – a cidade, o nosso país e que connosco querem dialogar.

Como já repararam, não estou a referir-me a nenhum partido nem a nenhum político em particular. Estou a pensar em todos, em geral. Evidentemente que há as excepções que, como diz o aforismo, confirmam a regra. E a regra, neste caso, é o autismo dos políticos que os impede de saberem dialogar com os eleitores: ouvir, ou melhor escutar o que cada pessoa tem para lhes dizer e dirigindo-se a cada pessoa informá-la, honestamente dos seus projectos concretos e objectivos. Creio que posso dizer no plural – estamos fartos dos políticos autistas que só nos conhecem em período pré-eleitoral.

E só nos conhecem para, sem qualquer espírito de diálogo nos impingirem as suas ideias e nos conquistarem o voto.

Basta! Basta de tantos doentes de autismo na política. Em nome da Democracia e para a salvar, queremos políticos verdadeiramente dialogantes!




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