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Da minha janela…

Que se castiguem os cidadãos que andam ateando fogos

N/D
6 Ago 2004

1 No Bangladesh, as cheias alagam quase metade do território. Para já 452 mortos e milhões de sinistrados. As inundações provocadas pelas intensas chuvas da monção irão manter-se ainda por umas duas ou três semanas.
A situação de Daca, a capital, situada no centro do país, é preocupante com cerca de dois terços inundados e dezenas de milhar de habitantes sem alimentos e sem água potável.

2. O Iraque continua a ser notícia. Com Saddam à espera de ser julgado e sofrendo de problemas da próstata. Alguns iraquianos ou estrangeiros a soldo de alguém, continuam a espalhar o terror, a morte, a destruição. Matam-se e matam os outros indiscriminadamente. Há grupos que sequestram trabalhadores e os executam quando não cumprem as suas exigências. Executam-se pessoas como se fossem carneiros tal é a falta de respeito e de humanidade pela pessoa humana, que gera e atesta a incapacidade de dialogar seja com quem for.

Os suicidas são a mão do diabo criando confusão, morte, luto, miséria. Um terreno a saque impedindo a reconstrução da paz e da democracia que o povo iraquiano já merece depois de tanto sofrimento antes-durante e após Saddam.

Em 28 de Julho 2004, mais 70 mortos e 56 feridos num atentado suicida em Baquba, no norte de Bagdad. Será que o envio de forças de países muçulmanos para o Iraque segundo o projecto saudita e classificado como “interessante e bem-vindo por Colin Powell, virá ajudar? Creio que não, mas há que tentar tudo. O projecto visaria “gerar forças suplementares para trabalhar no Iraque seja fazendo parte da coligação seja sob a forma de uma organização separada agindo no âmbito dos esforços da coligação”, acentuou Colin Powell.

Os grupos não estão interessados.

3. Em Portugal, os incêndios põem mais uma vez o país a arder. É uma maneira de espalhar o terror de norte a sul do país. Casas queimadas, os haveres de tantos anos de trabalho destruídos nuns breves momentos,… a necessidade de fugir para não morrer, a ameaça do desemprego para aqueles cujo trabalho era na floresta, os milhões que gastam em meios de combate ao incêndio, os sofrimentos e sacrifícios de milhares de pessoas que se debatem contra os incêndios: bombeiros, militares, operadores de meios aéreos como aviões e helicópteros e de meios terrestres como camiões-cisternas…, e milhares de populares tentando salvar suas coisas e as dos vizinhos. Muitas lágrimas choradas.

Este fogo leva em grande parte dos casos mão criminosa e intenção malévola.
Com os incêndios se atinge sobretudo a alma do povo. Porque ninguém mais que o povo se sente ligado à terra como sua irmã. O povo quer paz e sossego, e que o deixem trabalhar. Pretender atingir qualquer governo é insensatez, porque é atingido o povo português, na sua educação, no seu equilíbrio mental, na sua capacidade de zelar pelos seus bens. Que se castiguem os cidadãos que andam ateando fogos.

É fácil encobri-los como dementes, mas é injusto. Mesmo que sejam drogados e inconscientes há maneiras de os tratar e de os corrigir. E este é o dever da sociedade. Quando não, passaremos a viver numa selva e dependentes da loucura de alguns humanos.

Não critico o governo. Nenhum país pode ter os meios capazes para crises fora do mal.

Critico as pessoas que não tomam providências para que os fogos não sejam a nossa desgraça, logo que começa a raiar o sol do Verão. E andaremos nisto até quando?

4. O Sudão está sendo palco do mais sangrento conflito no continente africano. Na região sudanesa de Darfur, milícias muçulmanas pró-Kartum, mataram vários civis e queimaram vivos alguns deles, neste mês de Julho. Foi denunciado por observadores da União Africana (UA), presentes no local. O cessar-fogo concluído a 8 de Abril entre o governo e os movimentos rebeldes que operam na região, foi violado. Cerca de 1,2 milhões de refugiados em países vizinhos. A morte será o terrível fim para muitos apesar da ajuda humanitária.

O governo rejeita a presença de tropas estrangeiras.

Assim vai este mundo!




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