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Soldados e generais

O empresário necessita dos empregados e os empregados necessitam do empresário. O bom relacionamento entre os de baixo e os de cima é fundamental

N/D
5 Ago 2004

Quem combate são os soldados mas quem vence as guerras são os generais. Assim foi e assim há-de ser. Sempre houve os de baixo e os de cima. Fazem falta uns e outros.
Mas nada se conseguirá se, em vez de agirem de mãos dadas, andarem de costas voltadas. Se, em vez de cooperarem, se ignorarem ou, o que é pior, eles mesmos se hostilizarem. É importante que uns e outros se convençam disto.

Fazem falta generais. Faz falta quem planifique criteriosamente. Quem dirija e quem coordene. Quem estude e defina estratégias. Mas que adianta a melhor estratégia se os soldados depõem as armas e se recusam a combater?

Um corpo não funciona se a cabeça estiver num lado e os restantes membros noutro. Deixa de ser corpo.

Infelizmente, na vida de todos os dias, há situações dessas. Às vezes até mais por culpa de quem planifica do que de quem executa. Mais por culpa de quem manda do que por culpa de quem obedece.

Fazem falta generais. Fazem falta líderes. Fazem falta chefes. Faz falta quem exerça a autoridade. Mas muito mais do que isso, fazem falta bons generais, fazem falta bons chefes, fazem falta bons detentores do poder. Já Camões o declarava: um fraco rei faz fraca a forte gente.

É imperioso lembrar que o poder é serviço. Saber mandar é saber servir.

Lamentavelmente não falta quem, em vez de servir, se aproveita do poder para se servir de pessoas e de bens.

Quem detém o poder não se pode considerar como único dono da verdade. Também o chefe tem uma só boca e dois ouvidos, o que significa que também ele deve saber ouvir e ouvir muito.

A melhor estratégia pode resultar num fracasso se quem comanda as operações não conhece as reais circunstâncias em que as mesmas vão decorrer. Isto significa que os de cima devem saber ouvir os de baixo, os conhecedores do terreno onde a teoria se vai fazer prática.

Chefes de gabinete são peças de museu. Como são peças de museu todos os líderes que tiverem receio de enlamear os sapatos.

Continua a haver uma errada concepção do que seja o prestígio. Julgando que, aproximando-se dos de baixo, se desprestigiam, há chefes que se isolam e se distanciam. Que consideram humilhante estender a mão aos súbditos!

Um ditado popular lembra que uma mão lava a outra. Não há ninguém que não precise dos demais. O empresário necessita dos empregados e os empregados necessitam do empresário. O bom relacionamento entre os de baixo e os de cima é fundamental.

Mas não há tal relacionamento se entre uns e outros não existe respeito. Se não se reconhece o mérito e o valor de uns e de outros. Se cada um não souber, ou não quiser, com dignidade, estar no seu lugar e desempenhar a sua função, convencido de que não existe sozinho no mundo e de que só a união de esforços e de vontades conduz ao êxito.




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