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Finalmente a Constituição…

Foi necessário um acto ou decisão política do senhor primeiro-ministro para que os políticos e comentadores lembrassem ao país e ao senhor Presidente da República as hipóteses previstas constitucionalmente.

N/D
5 Ago 2004

Triste sinal dos tempos e situação lamentável criada com a decisão do responsável político com mandato de quatro anos que decidiu mudar de rumo. Expectativas, antevisão e cenários possíveis foram logo estudados ao pormenor, a ponto de o próprio Presidente ter sentido necessidade de lembrar que quem decidia era ele.

A opção, essa será sempre discutível, o que sugere que devemos pensar apenas e só no passo imediato: o novo Governo, sua composição, programa – e o tempo, único elemento capaz de analisar o comportamento e acção do novo executivo.

Em Bruxelas discute-se a Constituição Europeia e os planos estratégicos da Comunidade; em Portugal falta responder ao povo, criar postos de trabalho, lutar contra a miséria, criar mais justiça social, mais solidariedade e, porventura, muito mais humanismo.

Não sou constitucionalista, mas atrevo-me a dizer que a actual CRP é rica de conteúdo, tem todos os elementos necessários para desenvolver o país e respeitar a dignidade do cidadão…

Fica disponível a vontade política dos eleitos, os mesmos que dizem preocupar-se com o bem estar social do povo.

A oposição não parece ter reagido bem à decisão do senhor Presidente da República; os políticos preparam-se para um Verão “quente” tendo no horizonte o poder. Afinal, todos são democratas, mas são homens que não abdicam de chegar sempre mais além.

Serenamente vamos aguardar que o Governo actue e a oposição se recomponha e seja capaz de representar aqueles que a apoiam.

O país necessita de estabilidade política e económica ao mesmo tempo que espera por soluções e não discussões, algo que surja como indicativo de um futuro melhor.

Esqueçamos por momentos o cenário Europeu e arrumem a nossa casa; tenham coragem e pensem um pouco no povo, antes das campanhas eleitorais, onde tudo é prometido e raramente cumprido. Talvez o país melhore com o aproximar das eleições.

E, já agora, que a Constituição, seja cumprida…




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