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A “esquerda” sem respeito pelas regras políticas…

O Presidente da República, que exibe o seu cartão de socialista, foi demasiado maltratado nos acontecimentos que envolveram a solução que surgiu no Governo com a demissão do primeiro-ministro Durão Barroso

N/D
4 Ago 2004

Os acontecimentos que ultimamente dominaram a vida política nacional trouxeram-nos uma triste realidade: a “esquerda” não cuida da verdade nem dos interesses na-cionais, infelizmente aproveita as oportunidades para as suas campanhas repletas de ódio e de mentira. Nem sequer respeitam os seus filiados, quando no poder, cumprem o dever que este lhes impõe.

Assim aconteceu nos últimos acontecimentos políticos registados em Portugal. O Presidente da República, que exibe o seu cartão de socialista, foi demasiado maltratado nos acontecimentos que envolveram a solução que surgiu no Governo com a demissão do Primeiro-Ministro Durão Barroso.

A oposição portou-se sem educação, sem respeito pela política e pela solução da mesma pela via legal. O Presidente caminhou para a solução que a lei lhe oferecia para cumprir e cumpriu.

Já se escreveu na imprensa nacional que a oposição actual é da “esquerda”. Os factos comprovam-no, não obstante a mesma imprensa, por sua natureza dever ser independente e informativa.

Os factos que os órgãos da imprensa nos últimos tempos por dever acompanharam confirmaram-no mais uma vez.

E acontece que a imprensa, embora diminuta, que prefere a informação objectiva, verdadeira, seja pertença de “Direita”, da “Esquerda” ou do “Centro”, é silenciada ou, pelo menos, é inferiorizada no plano jornalístico por parte dos seus responsáveis.

No semanário “O Diabo” de 20 de Julho lemos algumas palavras referentes a pessoas que estão hoje muito ligadas à política e preocupadas com a mesma.

Referindo-se a Louçâ escreve: “Desesperado, porque perdeu a oportunidade, ainda que remota, de fazer uma «meleé» governamental com o PS de Ferro, o chefe do «Bloco de Extrema Esquerda» (BEE), camarada Louçã, parece atacado de hidrofobia.

O pobre senhor teve a veleidade de se levar a sério e começou a sonhar como seria fácil, em terra de cegos, um simples agitador (hoje profissional) chegar à governação.

Frustado, agora revira os olhos, fica com espuma aos cantos da boca e dispara perdigotos de raiva em direcção às câmaras, sempre sequiosas de espectáculos assim.
Degradante”.

O mesmo semanário, com a mesma data, refere-se a Mário Soares: “Quem continua por aí, impante e frenético – ele vai a todas… -, é o nosso impagável Mário Soares, irreformável «pai da pátria», cujo histrionismo político continuamos a suportar, quer como eurodeputado, quer, em parte, como padroeiro e proprietário de uma fundação que é um excelente achado para um fim de vida em evidência e sem cuidados.

Depois, não há folha para que Soares não escreva, não há microfone para o qual não debite sentenças, nem câmara televisiva em que não exiba, sempre contente da vida, uma capacidade diarreica de dizer coisas definitivas. E tudo lhe serve de pretexto para ir mostrando a sua flamante colecção de gravatas, à míngua de ideias com algum lustre.

Exibição pela exibição e a todo o custo, fabricando inimigos por gosto e amigos por conveniência (alguns que foram inimigos históricos) eis o «dux veteranorum» dos anti-populistas (!) da nossa praça, fervilhante de saltimbancos, contorcionistas, «jongleurs» e ursos amestrados.

Enfim, o que é preciso ter é lata…”

Lamentamos, trazer para os nossos leitores estas informações. Fazemo-lo, no entanto, para dar aos nossos leitores a informação que se torna indispensável, quando os referidos criticam as decisões nacionais que o bom senso, a lei e o respeito do cargo que se desempenha impõe.

E fazemo-lo para ajuizarmos do à-vontade com que certas pessoas lesam dos cargos que ocupam e comprometem a boa harmonia política que deve existir não para fazer cedências mas para assumir responsabilidades que caiem sobre os cidadãos seja qual for o cargo que ocupam ou os partidos a que pertencem, por decisão voluntária.

A política é para ser servida com respeito e, até, com sacrifício para bem dos cidadãos e do futuro do país.




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