Fotografia:
Em louvor da “tela fedorenta”

O edifício onde está instalada a Central de Camionagem de Braga apresenta uma coisa estranhamente “bela”: numa das suas paredes exteriores, contínua à Rua General Norton de Matos, existe o quadro de um artista que, apesar de ser desconhecido de toda a malta, é merecedor de figurar no mais importante manual de “artes plásticas” do planeta.

N/D
2 Ago 2004

E é de admirar que ainda ninguém tenha “descoberto” o dito cujo, pois o quadro a que me refiro já lá mora há tempos!

Trata-se de um quadro muito interessante porque, ao contrário de todos os outros que costumamos pendurar nas paredes, este tem a particularidade de apresentar uma “tinta” desconhecida dos pintores normais: é uma tinta “permanente” que, também permanentemente, está a “pintar” a tela!

E como a força da gravidade também se aplica à arte pictórica, é natural que a referida “tinta”, por ser permanente, vá escorrendo pela parede até se escarrapachar no solo – obrigando os peões a saltitar para não ficarem com os botins… coloridos!

Há quem diga que aquela “tinta” escorre para o passeio para que os transeuntes mais distraídos não passem por ali sem se darem conta de tão sublime obra de arte a escorrer pela parede. Mas essa explicação não tem sentido – porque todos os peões que por lá transitem, desde que tenham o nariz em bom estado de conservação, dão-se imediatamente conta da existência daquela “tela escorrente”, porque a tinta cheira tão mal que não há quem possa dizer: “deste fedor não cheira-rei”!!! É que aquilo é autêntico sebo… em estado líquido!

Como os “especialistas” em saúde pública certamente não sabem da existência de tão estranho quadro, aqui fica o alerta. A fim de que passem por lá, tão depressa quanto possível, a descobrir-lhe a origem. É óbvio que aconselho o uso de capacete lunar, porque se forem com o nariz ao léu, depois não se queixem… E, entretanto, o “sebice” lá vai escorrendo. E que boa vai ela!!!




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