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Haja respeito…

As relações humanas impõem deveres, e nestes destacam-se a verdade e o respeito pela pessoa.

N/D
28 Jul 2004

Entre nós, mormente em política olvidam-se essas obrigações e actua-se de acordo com interesses pessoais, oficiais, políticos, etc.

A verdade tem de se sobrepor sempre e em todos os casos e não pode ser arma de combate pessoal interesseiro e, por vezes, mesquinho.

Se nos deslocarmos para o campo político, mesmo no meio político português, deparamos com essas atitudes desrespeitadoras do serviço da mesma política.

Nos últimos acontecimentos deparamos com essa triste realidade.

Ainda as pessoas indicadas, ou a pessoa indicada, não está em funções e já se ergue a voz, por vezes invejosa, a expressar-se menos respeitosamente pela verdade e pelos acontecimentos.

Porque não são dos partidos que elegeram essas pessoas, para os respectivo cargos, erguem a voz desautorizada, aliás, pelas realidades, sendo a principal a que a nomeação por vezes, não acompanha, de imediato, a actividade no cargo que lhe é atribuido.

A “esquerda” política vociferou logo que o Presidente da República decidiu solucionar o problema da garantia da estabilidade política com a nomeação do sucessor de Durão Barroso.

Mário Soares aproveitou a ocasião para expressar a sua má vontade contra Durão Barroso e o novo Primeiro-Ministro.

O semanário “O Diabo” registou o facto e fê-lo com decisão corajosa. Vamos transcrevê-la para os nossos leitores.

Ei-la: “Quem visivelmente está com dificuldade em engolir estes dois sapos – a escolha de Durão Barroso para a Comissão Europeia e a nomeação de Santana Lopes para Primeiro-Ministro é o senhor Dr. Mário Soares que, todavia, tem larga experiência nesse mister.

Convidado pelo «Expresso», o «Velho Leão» (como eu gosto desta expressão tão carinhosa!), ainda revela uma secreta esperança de que Durão Barroso regresse com o rabo entre as pernas, inviabilizada a sua candidatura por um qualquer país renitente”.

E não é difícil perceber que não goste de Santana Lopes, que lhe expulsou o rebento da Câmara onde não se cansava de “fazer festas a Lisboa”.

O semanário “O Diabo” de 13 de Julho regista afirmações de dois jornais que se referem a Santana Lopes e comenta-as. Ei-las: “Segundo nos «ensina» o «Expresso», em manchete, Santana Lopes não foi nomeado Primeiro-Ministro por Sampaio, apenas foi «aceite» pelo Presidente. (SIC)

O «Público», que faz parte da mesma confraria anti-Santana, usa igual expressão depreciativa. Só que, mais discretamente, na segunda página. Mas a toda a largura…

O esforço que esta gente faz para engolir a realidade que não quer aceitar!

Eles não dão notícias. Dão uivos de raiva…”.

Já se escreveu num órgão da imprensa portuguesa que esta, a informação, era da “esquerda”. Impõe-se, em função da verdade e da objectividade, dar lugar, sempre e em tudo, à verdade. Não o fazendo, cai o descrédito sobre a mesma e a sua nobre função, que é a informativa.

Bem sabemos que nem todos sentem este dever e, por isso, assistimos a condutas que deformam a mesma imprensa e traiam o seu legítimo dever histórico.

Se a verdade e a objectividade recuperassem a primazia, teríamos, um mundo melhor e uma melhor convivência social. Compreendemos, sem hesitação, que os dias de hoje são difíceis para a imprensa que deseja ser realmente séria, objectiva e sinceramente informativa.

Mas se a mesma imprensa não enveredar por esse caminho perderá muito da sua importância social e, até, moral.

Oxalá seja possível alterar a via ou vias que se seguem actualmente e oxalá as que procuram a imprensa para se expressarem para o público o façam com profundo respeito pela verdade e pela sociedade.




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