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Sociedade Açucarada

Este título foi-me sugerido por uma notícia sobre a ineficácia das campanhas contra a SIDA. Apesar do seu número a doença não cessa de se espalhar. O mesmo se poderia dizer da toxicodependência da alcooldependência e doutras doenças adquiridas por meios “suaves”. Os meios são tão “suaves” e o afecto das pessoas a esses meios […]

N/D
24 Jul 2004

Este título foi-me sugerido por uma notícia sobre a ineficácia das campanhas contra a SIDA. Apesar do seu número a doença não cessa de se espalhar. O mesmo se poderia dizer da toxicodependência da alcooldependência e doutras doenças adquiridas por meios “suaves”.
Os meios são tão “suaves” e o afecto das pessoas a esses meios é tão forte que os riscos não podem existir, nem convém falar neles. Nem as doenças existem. Aliás as pessoas com essas doenças nunca são vistas nem são deixadas ver pelos que ainda as não têm. E as informações sobre os meios de as adquirir são “açucaradas” e para não chocar são dadas com meias tintas com expressões de sim e não, equívocas, ambíguas, sem convicção e força de persuasão. Não afirmam nada. São também pessoas “suaves” a falar que até nem querem assustar ninguém; nem querem dizer nada. Só falam! Apenas sugerem que talvez seja possível, pensa-se, alguns dizem que a doença existe por aí mas que você não se vai contagiar a não ser por má sorte. E até pode não ligar ao que alguns alarmistas vão dizendo por aí. E depois até há organizações “rede” para o aparar e o esconder se você der um trambolhão. Pois você até nem conhece ninguém da sua idade com essa “coisa” da doença que eles dizem.

Numa sociedade açucarada querem-se mensagens glicodoces debitadas por pessoas “suaves” para pessoas que precisam de que não perturbem o seu jogo da vida. Pois para tantos a vida não passa de um joguinho agradável a jogar com descontracção mesmo que seja o joguinho da roleta russa.




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