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Para um amanhã de esperança!

Torna-se imperioso que a diversos níveis os novos timoneiros busquem as melhores soluções

N/D
20 Jul 2004

Um novo Governo de Portugal acaba de ser em-possado. Que esperará o cidadão comum da nova equipa governativa? Que anseios? Que expectativas?

Não me afastarei muito da verdade se afirmar que a maioria dos portugueses está possuída de uma discreta esperança de que algo no seu quotidiano possa melhorar. É evidente que nestas circunstâncias há sempre um número significativo de pessoas descrentes, porque à partida não se revêem nas cores partidárias que apoiam o novo elenco governativo ou, simplesmente, por amorfismo e desinteresse.

De um modo geral, penso que a maior parte dos nossos concidadãos continua a acreditar no seu país e sentir-se-á motivada para o sucesso se houver capacidade de a libertar da letargia geradora de imobilismo e castradora de novos avanços.

Se este governo conseguir impor uma dinâmica galvanizadora das energias de cada português elevando a sua crença, transmitindo-lhe os estímulos necessários para que o estado de alma saia do tom cinzento que a tem marcado e a leve a adquirir cores mais claras, vislumbrando horizontes menos sombrios, a primeira aposta estará ganha.

Contudo, não poderá haver lugar a retrocessos! Uma política de pequenos passos firmes e seguros será sempre mais bem aceite e melhor compreendida do que qualquer onda indefinida de avanços e recuos geradora de frustração e desencanto.

Torna-se urgente sedimentar as reformas levadas a cabo. Deve ser feito um grande esforço para potenciar o investimento na Educação de forma a torná-la na verdadeira alavanca do desenvolvimento. Estabilizar as alterações introduzidas na Saúde e noutros sectores, permitindo eventuais correcções no que a prática demonstre ter sido menos conseguido, será por certo um bom ponto de partida.

A tarefa não é fácil. Julgo que com ponderação muito trabalho e uma boa dose de engenho será capaz de prosseguir uma recuperação ainda em convalescença de doença grave e continuar um restabelecimento total que lhe devolva a plenitude de todas as capacidades.

Para bem de Portugal é necessário que tudo isto aconteça. Torna-se imperioso que a diversos níveis os novos timoneiros busquem as melhores soluções.

A nível interno é preciso que cada um de nós comece a sentir no quotidiano da sua vida alterações positivas: na gestão da economia doméstica e nas vivências dos vários sectores públicos. O cidadão terá de sentir algo novo que aumente a sua confiança e o envolva nos processos de mudança.

No plano externo é imprescindível continuar a afirmação de Portugal aos diversos níveis na cena internacional privilegiando a nossa participação na União Europeia, sem descurar a vertente atlântica, razão de muitas glórias da nossa história, porta de refúgio e de oportunidade; aprofundar os laços com todos os povos de língua portuguesa promovendo acções económicas, desportivas, culturais e outras susceptíveis de cimentar o mundo lusófono e de o dotar de uma voz sonante neste planeta de distâncias cada vez mais curtas.




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