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Nótulas soltas da minha agenda

1 Por vezes somos prendados com um prazer intenso e profundamente espiritual. Foi o caso no dia 4 em Ponte de Lima, no Teatro local – bonito, confortável, bem recuperado e com pessoal atencioso.

N/D
12 Jul 2004

O espectáculo, música barroca, tinha um bom e bem escolhido reportório. Variado e representativo de várias sensibilidades euro-peias daquela época. Gostei da Orquesta – Remix Ensemble. Gostei das interpretações. Apesar de não saber rigorosamente nada de música, são um melómano incorrigível. O maestro conseguiu, além de tocar cravo de forma bem integrada, dirigir uma orquestra de jovens com forte competência.

Saí, com minha Mulher, francamente agradado e com pena de não ser mais longo. Espectáculos como este, devem ser repetidos.

2. Terminou o Euro-2004. Foi pena não termos ganho a Taça. Mas demos bons espectáculos de futebol. Fomos acolhedores.

E agora? O nosso amor à bandeira em que vai ficar?

3. Leio sempre, com muito interesse e maior proveito os escritos de Pedro Strecht. Do “Público” de 8 do corrente respigo a seguinte passagem: «Neste novo século, o maior desafio que se coloca ao desenvolvimento é, sem dúvida, a criação de um mundo que ame e confie nas crianças e que as encoraje a estruturar as suas próprias personalidades».

4. Mais um documento da Conferência Episcopal Portuguesa – “A Família, esperança da Igreja e do Mundo”, acabado de editar. Não acrescentando nada de novo à Doutrina Social da Igreja sobre a Família, tem, contudo, algumas reflexões muito oportunas. Algumas partes de actuação com e para as famílias. Sem esquecer os chamados “casos difíceis” já assinalados na “Familiaris consortio”. Que destino vai ter este documento?

Continuo a pensar que carecia, tal como outros, de uma grande divulgação (Parabéns ao Diário do Minho que tem divulgado este documento em primeira mão!) e, sobretudo, de uma grande reflexão. Os cristãos portugueses têm de deixar de andar distraídos… Não chega ir às procissões e peregrinações. Não chega baptizar os filhos.

Não chega levá-los à Primeira Comunhão… Não, não chega cumprir ritos, por mais santos que sejam. O mundo actual exige cristãos (in)formados. Que saibam discernir e separar o “trigo do joio”. Os cristãos têm uma doutrina social bem desconhecida, cujo desconhecimento faz com que os “cristãos estatísticos” não coincidam com os “cristãos de prática e de vida”.

5. À hora em que escrevo estas Nótulas ainda não sei se vai haver ou não eleições antecipadas. De eleição em eleição, os portugueses vão-se desmotivando e cada vez mais vão olhando com desconfiança crescente para os políticos de profissão, os carreiristas. Com Governos a durar dois anos, não vamos longe! Com políticos deste jaez também não!

Porque razão a decisão do Chefe de Estado demorou tanto tempo a tomar? A situação do país precisava de um Presidente célere… Ou será que quis dar-nos a ilusão de que as suas dúvidas eram profundas e não havia, como havia, solução dentro do quadro parlamentar?

6. Associo-me totalmente e sem reservas ao pedido que está a ser feito às autoridades legislativas para que o feto humano goze de estatuto jurídico. É um avanço enorme na defesa dos Direitos Humanos contra a barbárie da chacina de inocentes.




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