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Verão, um tempo de evangelização

Há tanta gente que está disposta a dar um pouco do seu tempo e saber à Nova Evangelização, tarefa tão pertinente e querida do Papa João Paulo II

N/D
9 Jul 2004

Com o início da época estival, dá-se o fim do ano pastoral na maior parte das nossas paróquias e comunidades cristãs. Como corolário das actividades pastorais, principalmente no sector profético do anúncio da Boa Nova, realizam-se as festas da catequese: Primeiras Comunhões, Profissões de Fé, Crismas, entre outras, que vão ganhando raízes ao fim de alguns anos de uso do programa catequético de dez anos, como a Festa do Pai Nosso, da Palavra e das Bem-Aventuranças.

Contudo, em muitos lados, tudo parece cair na rotina, num cumprir de tradições – salutares, na maior parte dos casos, mas que podem ficar, ou estar presas a usos e costumes, como simples almoços e jantares, que parecem ser o principal da celebração, e não o sacramento ou recepção de um símbolo da fé cristã.

Os agentes pastorais de cada comunidade cristã tudo devem fazer para, ao longo do ano pastoral, trabalhar e evangelizar as pessoas, sejam elas adultas, jovens ou crianças, de forma a sensibilizá-las para o essencial do percurso da vivência da fé cristã.

No final de cada ano, devem fazer-se balanços, apontar os acontecimentos positivos e negativos, rever os objectivos propostos e tirar conclusões para o futuro. Usar o sábio método da pastoral (ver-julgar-agir). Há que saber em que meio social se está inserido, de modo a valorizar e compreender as suas tradições, para depois empreender uma forma de actualização e mesmo de correcção daquelas, à luz do Evangelho e da disciplina da Igreja.

O fim de um ano pastoral é sempre uma oportunidade que ninguém deverá desperdiçar, pois é esta a altura própria para, como disse o Mestre, cortar os ramos que não dão fruto e limpar os que deram, para assim darem mais fruto ainda.

Outra ideia que deve ser suplantada é a da ida para férias, após o encerramento das actividades pastorais do ano. Em Igreja não pode haver períodos de férias, no sentido de paralisação dos seus serviços e da sua missão evangelizadora.

Se por um lado as paróquias citadinas assistem, no Verão, ao êxodo dos seus fiéis, devido ao período de férias (tão querido e merecido), as paróquias das zonas balneares e rurais vêem o número dos praticantes dominicais aumentar nas Eucaristias, com a chegada dos veraneantes e dos emigrantes.

O Verão é mesmo a época, apesar do necessário descanso anual, em que a Igreja tem mais fiéis disponíveis para a missão. Isto não é utopia, pois conheço muitos jovens e adultos que dedicam anualmente uma parte ou a totalidade das suas férias ao serviço do próximo, no exercício prático da evangelização, em campos de férias, auxílio a crianças e idosos, acompanhamento de peregrinos, entre outras actividades.

Como diz o nosso povo, não podemos dormir à sombra da bananeira, pois podemos estar a perder oportunidades únicas de evangelização. Há que ter a coragem de agir, pois o tempo urge… e há tanta gente que está disposta a dar um pouco do seu tempo e saber à Nova Evangelização, tarefa tão pertinente e querida do Papa João Paulo II.




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