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Outro ponto de vista…

Não temos crise nenhuma, muito embora alguns, sempre os mesmos, nos procurem fazer crer o contrário

N/D
2 Jul 2004

Portugal e os portugueses têm motivos para estarem orgulhosos.
A nomeação de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia e a prestação da nossa selecção de futebol são motivo de celebração e de contentamento.

Se a presença na final do Euro2004 é motivo de regozijo quase unânime, a nomeação do actual primeiro-ministro para o importante cargo europeu de presidente, tem merecido reparos que no meu ponto de vista não têm sentido.

Não têm sentido, na medida em que vêm, na maior parte dos casos, de pessoas que se julgam acima do comum dos mortais. Se ontem era muito importante para Portugal que António Vitorino fosse um dos escolhidos, hoje, os mesmos, fazem considerandos onde procuram minimizar o valor de quem foi escolhido. Parece-nos ser este um caso clássico de desonestidade intelectual.

Mas o mais grave é tentar passar a ideia de que o principal partido, o PSD, não tem legitimidade para nomear um novo presidente e com isso propor esse mesmo nome para o cargo de primeiro-ministro.

O nome que se fala é o de Pedro Santana Lopes. Conheço-o politicamente. Tem sido sujeito ao voto das pessoas. Eleito para o Parlamento Europeu como cabeça de lista do PSD, presidente de Câmara na Figueira da Foz e em Lisboa, tem tido uma vida política sujeita à escolha das pessoas.

Muitos dos opinadores que tentam contrariar a eventual indicação de Santana Lopes nunca se sujeitaram ao voto dos seus pares. Preferem quase sempre a opinião, deles, muitas vezes a roçarem o narcisismo.

Aparentemente criou-se uma crise. No meu ponto de vista, existem sim motivos para não existir crise nenhuma.

Assim sendo, resta ao partido mais votado pelos portugueses indicar o nome que entender ao Senhor Presidente da República, que, ouvindo quem tem de ser ouvido, decidirá.

A minha convicção é que respeitará a vontade expressa nas urnas pelos portugueses, nomeando o nome proposto, se o mesmo tiver como suporte a actual maioria que governa Portugal. Até porque os mandatos devem ser cumpridos – só excepcionalmente deverão ser interrompidos.

Na substância não temos crise nenhuma, muito embora alguns, sempre os mesmos, nos procurem fazer crer o contrário.




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