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O valor da vida

Nos últimos meses, perdi dois amigos ainda jovens. Eram ambos casados, com cerca de trinta anos de idade. Ainda não tinham filhos. Foram duas famílias cristãs que terminaram pelo vínculo único que as dilui: a morte.

N/D
25 Jun 2004

Confesso que a partida de ambos me abalaram, apesar de nove meses de distância entre a morte de um e de outro. Este abalo não veio pelo facto de ser a morte o grande tabu da nossa sociedade, nem porque partiram na flor da juventude, ou porque teria medo de me colocar no lugar da parte que na terra fica.

A Bíblia diz, nos seus livros sapienciais, que quem encontra um amigo acha um tesouro. Eu digo que quem os perde de vista nesta vida terrena ganha um tesouro no céu, pois aí devem estar, junto do Senhor a quem serviram nesta pátria terrena.

Desde que partiram, entraram na glória de Deus e aí mais amigos poderão ser para aqueles a quem amaram e com quem conviveram na terra, pois poderão interceder por nós junto do Pai. A isto chama-se comunhão de santos.

Quando alguém próximo parte para esta nova etapa da sua existência, muitos não sabem encarar esta realidade, ganhando até sentimentos de revolta contra o Criador.

Fiquei feliz ao falar com um dos jovens que viu partir a sua “cara-metade”, pois vi paz, compreensão e uma visão cristã da vida e da morte. Não havia choros, nem lamentos, mas uma confiança absoluta de que quem chegou à altura de partir, partiu em paz e sabia quem iria encontrar – Aquele por quem viveram e em quem construíram a sua família.

Vi nestes momentos o quão fortes são as palavras do consentimento e compromisso matrimonial: «amar e respeitar, na saúde e na doença, na alegria e tristeza», até que a morte separe.

É este o valor da vida, amar e ser amado, dar sem nada esperar em troca, e viver com a certeza da existência da vida eterna. O matrimónio é mesmo um caminho de santidade e de santificação…




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