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Aproveitar a “onda” – galvanizar Portugal

É minha convicção que o Primeiro-ministro tem sabido emergir para uma liderança cada vez de maior evidência. Com um começo em pés de veludo, tem vindo a impor com subtileza um estilo e uma marca de serena autoridade

N/D
22 Jun 2004

Portugal tem assistido desde o princípio do Campeonato Europeu de Futebol a uma mobilização nunca vista e, independentemente dos juízos que se possam fazer sobre este surto de nacionalismo tão exuberantemente manifestado, creio ser uma rea-lidade a merecer alguma reflexão.
Ou bem mais do que isso, tentar transferir esta onda de orgulho e afirmação para outras áreas onde possa potenciar as virtudes e qualidades do povo que somos.

Os portugueses de todas as idades e condição social têm vivido com grande entusiasmo tudo o que à Selecção de Futebol diz respeito, não lhe regateando apoio mesmo nos momentos mais difíceis. São disso exemplo os inúmeros adereços que fazem questão em exibir. As bandeiras, lenços, bonés, entre outros, têm servido para manifestar esse sentimento de exaltação e carinho que tem rodeado os jogadores escolhidos.

No jogo inaugural do evento as coisas não correram de feição e Portugal averbou uma derrota com a Grécia.

Não esmoreceu a esperança lusitana. Lá no fundo manteve-se a chama que dizia que as coisas haviam de mudar. Seguiram-se dois jogos, os obstáculos foram vencidos e a Selecção chegou à fase seguinte. A onda de crença tem-se avolumado e agora é possível sonhar. A possibilidade de conquistar o troféu europeu já não é uma miragem.

Que bom seria para toda a comunidade se cada um de nós conseguisse atingir níveis de apoio e confiança para outras áreas bem mais importantes como a Educação e a Qualificação Profissional! Estas sim, verdadeiras traves-mestras necessárias para o desenvolvimento do país de modo a poder alcançar padrões de qualidade e produção que nos aproximem dos nossos parceiros europeus mais evoluídos.

A classe dirigente do país tem uma boa oportunidade para potenciar esta onda de entusiasmo esfusiante e colocar Portugal nos carris do progresso. Com clarividência e verdade, procurando sempre explicar cada tratamento mais doloroso, é possível transportar esta afirmação de orgulho para outros desígnios e, do mesmo modo, galvanizar o povo para um futuro de sucesso.

Para alcançar este objectivo que se impõe, de modo a salvaguardar a nossa sobrevivência como nação, torna-se necessário falar claro, saber resistir ao facilitismo e ter a coragem de explicar as medidas para conseguir fins precisos e bem delineados no tempo. Este faseamento deve ser cuidadosamente preparado para que o povo se vá apercebendo da sua execução com êxito e mais facilmente participe e se envolva.

Estão volvidos dois anos de governo do Dr. Durão Barroso. O país tem vivido num clima de contenção que não deixa ninguém indiferente. Felizmente, as estatísticas começam a dar sinais de que os piores dias terão passado. Com a casa comum mais arrumada, é tempo de devolver a esperança a cada português e fazer de cada um protagonista das mudanças indispensáveis ao desenvolvimento.

É minha convicção que o Primeiro-ministro tem sabido emergir para uma liderança cada vez de maior evidência. Com um começo em pés de veludo, tem vindo a impor com subtileza um estilo e uma marca de serena autoridade. Continuar o caminho com progressiva afirmação de confiança, sem tibiezas ou fragilidades, que diminuem sempre quem dirige, os portugueses esperam que possa concretizar com êxito esta missão.

Na História, os políticos mais relevantes são os que se puderam afirmar em momentos de crise e adversidade. Que o Primeiro-ministro venha a ser um deles. Para bem de Portugal.




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