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Pela liberdade de… educação!

Portugal, pelos seus sucessivos Governos, ditos democráticos, continua a não reconhecer, de facto e efectivamente, a liberdade dos Pais poderem escolher a escola para os seus filhos. Pública ou Privada, em igualdade de circunstâncias.

N/D
19 Jun 2004

A não se verem constrangidos a fazer a “opção” que de facto não o é, de porem os seus filhos nas escolas públicas. É este o sector da vida pública onde ainda não chegou o pluralismo, o mais importante e decisivo: o pluralismo de projectos educativos. Há partidos políticos para todos os gostos e feitios. Proliferam os Sindicatos de todas as tendências. A Liberdade dos média é um facto. Todos podem optar por seguir ou não uma religião qualquer. Podem-se gozar férias um pouco por todo o lado.
A sociedade portuguesa é uma sociedade livre e plural. Excepto na área da Educação. Nesta os Pais são permanentemente penalizados e constrangidos. Não se lhes dá a liberdade de escolher a escola que melhor corresponde aos seus valores morais ou religiosos. Confunde-se liberdade de escolha com a possibilidade económica de opção por escolas privadas muitas vezes caras e, por isso, reservada a um grupo muito reduzido de famílias.

O Estado, em contrapartida, finge que é neutro e “oferece” escolas onde vale tudo: projectos educativos débeis e sem referências estruturantes do ponto de vista ético ou religioso; onde cada docente “anima” as suas aulas, não com neutralidade que não pode, mas de acordo com os valores em que acredita, arrastando na confusão adolescentes e jovens (e há situações muito complicadas!…); onde ninguém vê ninguém, transformando os corredores e outros espaços comuns em espaços de libertinagem: gestual, de linguagem, sexual, etc.

O sistema de ensino faliu. Haja coragem de o constatar. Haja força e vontade para o mudar. E a principal mudança que urge fazer é a da liberdade de ensino, onde como já disse, cada família possa fazer a opção que quiser quanto a escolha da escola para os filhos! Só assim se poderá dizer que a Portugal, finalmente, chegou a Democracia. A situação actual é ainda e na prática a do monopólio do Estado que se arvora em tutor e guia dos Pais, ao arrepio da liberdade que se impõe!




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