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Viva Portugal!

As pessoas têm de ser a prioridade, não o fim da distribuição da riqueza

N/D
17 Jun 2004

O nosso país, após a era das “vacas magras” que teve de viver nos últimos anos e da qual ainda sente os apertos, começa a dar sinais de retoma da economia e consequente diminuição do desemprego. Alguns indicadores apontam, mesmo, para a possibilidade de termos um crescimento anual acima da média da Europa comunitária.
Sem partidarismos, penso que este esforço e naturais consequências (desenvolvimento e aumento da riqueza nacional) pertence a todos os portugueses, àqueles que souberam, em tempo de “vacas magras”, poupar, economizar e esperar por melhores dias, para então investir, apostar e inovar. É preciso, agora, continuar com as políticas de incentivo à criação de emprego e estabilização de mercados.

Provamos que conseguimos organizar grandes eventos, acolher os povos irmãos da Europa e superar as crises, pois dentro dos portugueses existe uma ânsia de vencer, de criar um país desenvolvido, na onda do progresso.

Contudo, devido à ideia de progresso e desenvolvimento, não se podem esquecer as medidas sociais nem os milhares de portugueses que vivem no limiar da pobreza e com vínculos de emprego precário. Ou seja, as pessoas têm de ser a prioridade, não o fim da distribuição da riqueza.

Um governo verdadeiramente progressista é aquele que ampara a família (diminuição de impostos directos e indirectos sobre os bens essenciais); incentiva a maternidade e paternidade (dando oportunidade de os progenitores acompanharem os seus filhos nos primeiros anos de vida); aposta na educação integral das crianças, adolescentes e jovens; promove a estabilidade do emprego, começando pela própria função pública, no caso dos docentes, muitas vezes deslocados para longe do seu agregado familiar.

As pessoas são a essência de uma sociedade, pois esta em si mesma não existe, visto não ser uma soma das pessoas. O relacionamento entre as pessoas, as relações pessoais é que dão origem a uma sociedade. Por isso, há que apostar na pessoa humana, na defesa da sua dignidade desde a concepção até à velhice.

Tudo o que se faça, ou venha a ser feito, tem de ter um impacto social positivo, de forma a continuar o ânimo que começa a chegar ao coração dos portugueses.

Ponhamos de parte os sentimentos mesquinhos de vingança e de justificação dos nossos erros com os fracassos dos outros. O país já foi a votos, deu os seus cartões amarelos e vermelhos, fechou-se um capítulo na história portuguesa, pois acabou o ciclo do défice. Dêmos vivas ao novo ciclo que aí se aproxima, arregacemos as mangas para que Portugal viva melhor, e não apenas sobreviva.




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