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Heróis apagados, mas heróis

Chegamos a uma situação tal que é necessário chamar a atenção para o pouco valor que tem a vida humana, sobretudo a dos não nascidos, para muitos que foram os autores dessa mesma nova vida.Mas felizmente ainda há muitos casos, dramáticos certamente, mas extremamente consoladores, e que demonstram sentimentos pouco comuns.

N/D
5 Jun 2004

Soube-se, pela imprensa que um menino italiano nascido com aparência normal, não tinha cérebro. Os pais conheciam a situação desde o terceiro mês da gravidez, e os pais foram informados que se o menino nascesse com vida pouco tempo sobrevivia. Decidiram levar a gravidez até ao fim.

A sua atitude foi motivada pela consciência que tinham que só o Senhor é o dono da vida; assim se ele morresse após o parto, a sua morte tinha sido uma morte natural, consequência da enfermidade.

Como sempre que aparece um caso heróico, logo aparecem bocas maldizentes, insinuando ou afirmando que o que os pais queriam era deixar nascer a criança para doar os órgãos. Os pais vieram a terreiro e declararam: «(…) Basta-nos ter o nosso filho o tempo que Deus queira. Em cada momento ele é um presente para nós, mas se for possível ajudar outras crianças, não deixaremos de o fazer».

Os pais temiam que o pequenino ser pudesse sofrer, mas quando o médico lhes disse que tal não podia acontecer pois não tinha cérebro, ficaram tranquilos.

O assunto foi-se divulgando e o Arcebispo de Turim, Mons. Giovanni Saldarini disse: «Gabriel (o nome do menino) é uma pessoa humana e vai ser tratada como tal, não como uma coisa. Uma vez que é um verdadeiro menino, é justo que se faça todo o possível para que viva».

O médico do hospital onde nasceu declarou ao diário L’ Unitá que «Gabriel não é, como alguns escreveram, um simples material biológico. Uma vez que os pais decidiram levar até ao fim a gravidez, ele converteu-se para nós num doente mais». O pai da criança afirma: «de qualquer maneira estamos contentes, porque temos um lugar onde podemos ir chorar o nosso filho».

Joana Baretta Molla, nasceu a 4 de Outubro de 1922 e morreu a 28 de Abril de 1962, com 39 anos de idade e 7 de matrimónio. Durante a gravidez apareceu-lhe um fibroma. Ela era médica e sabia que ou era operada e morria o bébé, ou deixava a criança nascer e morria ela. Optou pela segunda situação.

A sua heroicidade levou o Santo Padre João Paulo II a beatificá-la, pois que a sua decisão foi heróica e fruto do respeito por uma vida que não pediu para nascer. Neste momento fala-se que nesta primavera próxima pode ser canonizada, uma vez que estão preenchidos os requisitos para tal, como seja o milagre por sua intercessão.

E nós, os portugueses, os tais dos brandos costumes? Os que nos representam, fizeram uma lei, que vai tornar legal o assassínio, do mais indefeso dos seres – o não nascido. E pensar eu que estou a ser cúmplice deste crime, pois os tais que nos representam, são pagos com parte do dinheiro dos meus impostos!

Joana era uma rapariga saudável, mas vivia usufruindo das liberdades dos tempos de agora. Saia muito à noite e regressava fora de horas, acompanhando, por vezes com pessoas pouco correctas. Era o caso do rapaz com quem namorava.

Um dia começou a sentir fortes dores no estômago e foi-lhe detectado um sarcoma. Começou com os tratamentos de quimioterapia e na sua ignorância julgava que podia ter relações sexuais sem consequências, pois os tratamentos, pensava ela, eram um impeditivo. Tal não aconteceu e engravidou.

Os pais que a tinham amparado quando se manifestou a doença, continuaram a acarinhar apesar da situação não lhes agradar.

O médico que a acompanhava ao saber do seu estado disse-lhe: “Deves abortar, porque a quimioterapia pode causar lesões muito graves no feto”. Ela recusou e o médico falou-lhe claramente: “Se não queres ter um filho deficiente pára com a quimioterapia, mas isso vai ser a tua morte”. Joana, corajosamente levou a sua avante.

Chegado o momento do parto, quando Joana já se encontrava muito mal, nasceu um bebé saudável e robusto. Joana só teve tempo de o ver uma vez e de lhe dar um único beijo. Após o parto morreu, melhor, deu duas vezes a vida – a do filho que deu à luz e a sua própria.

Exemplos destes fazem ver até que ponto pode chegar a força do amor.




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