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A Escola e a Família – o papel da Família (9)

No contexto que vimos abordando, o sociólogo norte-americano Joyce Epsyein apresentou uma tipologia de envolvimento dos pais que se pode resumir nestes termos:A. Tipo um – as obrigações básicas dos pais (saúde, segurança e condições positivas em casa);

N/D
3 Jun 2004

B. Tipo dois – as condições básicas da escola (comunicação escola-casa);

C. Tipo três – envolvimento dos pais na escola (voluntarismo parental nas actividades escolares);

D. Tipo quatro – envolvimento dos pais em actividades de aprendizagem em casa (ajuda em casa);

E. Tipo cinco – envolvimento dos pais no governo da escola – (tomada de decisões, participação em órgãos da escola).

Também num estudo realizado em Portugal sobre a relação entre a Escola e os familiares de alunos dos meios mais desfavorecidos, Davies e a sua equipa dão conta de que fica a impressão que «a maior parte dos professores transporta consigo um modelo tradicional de classe média daquilo que são bons pais, bons lares e bons filhos».

A relação Escola-Família não pode deixar de tocar nas questões de política educativa, sociais, culturais e económicas.

O professor, enquanto possuidor de um corpo de conhecimentos e técnicas, saberes e saberes-fazer próprios, apresenta uma competência profissional que não é delegável.

Esta questão é tão importante quanto nós sabemos que os professores portugueses estão inseridos num sistema educativo em que as principais opções (programas, sistemas de avaliação, formação…) estão decididos à partida, pouco mais lhes restando do que a sua autonomia na sala de aula. Talvez, por isso, os professores vejam mais os pais como um problema do que como um parceiro no acto educativo.

Convirá então que fique claro que os pais e professores têm esferas de interferência mútua que devem ser aprofundadas, mas também que professores e pais têm esferas de competência exclusiva que devem ser salvaguardadas.

É nesta orientação que se tem que caminhar, tanto a nível legislativo, como a nível de prática pedagógica, não esquecendo que as escolas precisam de compreender e trabalhar com todos os tipos de famílias.

(Continua nos próximos números)




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