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788. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga

1 No número 2 da Rua Dr. Manuel Monteiro (Enguardas) há uma barbearia, que, como todos os estabelecimentos do género, se dedica, há muitos anos, a tratar as cabeças de certos bracarenses. Até aqui, tudo bem, tudo nos conformes.

N/D
2 Jun 2004

Só que, ao lado da barbearia, mais ou menos a um metro da porta da entrada, enxertaram na parede um aparelhómetro (de extracção de gases, cheiros, ar condicionado?) que, francamente, não tem pés nem cabeça. Parece mesmo uma dessas cabines eléctricas que abundam em certos locais e, pela sua deselegância e mau gosto, se diz serem uma nódoa em pano branco!

Mas, o mais grave, senhor Presidente, é que o mestre das artes capilares se diz ameaçado na sua saúde, tranquilidade e ritmo de trabalho pela dita abantesma que ele aponta como sendo um extractor de produtos prejudiciais à sua saúde.

Igualmente, como ele nos afirma, alguns moradores da entrada número 6 estão também revoltados com a situação e querem saber o que sai do tal bezouro, para que possam chegar a alguma conclusão sobre a segurança higiénica da zona! E são unânimes em afirmar que tal aparelho está ao serviço da farmácia ali existente, arrancando das suas entranhas não sabem bem o quê, mas que coisa agradável ao cheiro, isso não é.

Ora, senhor Presidente, a qualidade de vida que se quer em toda a cidade e, mormente, no local de trabalho de cada cidadão, parece que não passa pela barbearia do número 2 da Rua Dr. Manuel Monteiro. E talvez a coisa até tenha uma solução bem fácil e a contento das partes!

Por isso, mande que o Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal passe por lá, dê uma olhadela, analise os vapores que do aparelho exalam e tire todas as dúvidas sobre o imbróglio. E, se for caso disso, se arranje uma saída para os vapores que não prejudique nem o barbeiro, nem os moradores da zona.

Porque doutro modo é lícito perguntar:

– É bom viver em Braga?

E lógico responder:

– Só p’ralguns! Só p’ralguns!

2. Com o Euro 2004 já às portas da cidade, muita coisa precisa de barrela! Porque não basta mostrar aos forasteiros um estádio (que os nossos netos ainda hão-de pagar) que dizem ser uma obra de arte, mas há muito que lhe chamam a caixa da ferramenta! E gostos não se discutem!

Ora, uma coisa que, há muito, já pede uma boa vassourada é a sinalética, que ora manca por defeito, ora entesa por excesso! Dizem-me, por exemplo, que ali quem sobe para a Falperra, antes do viaduto da circular urbana, está uma placa a sinalizar o Mercado Abastecedor, quando mais útil e oportuno seria a indicação para a A3 (Porto e Valença) e outras direcções (Guimarães e Barcelos).

É por estas e por outras que, frequentemente, se vêem por aí turistas, mesmo sem ser de garrafão, de nariz no ar e perdidinhos da silva à procura da rolha, que é como quem diz, de uma saída! E a largarem raios e coriscos contra quem tão negra lhes faz a vida!

Mande, pois, senhor Presidente, agora que os principais eixos rodoviários (nascente-poente, norte-sul) estão definidos e, como tal, traçadas as direcções e rumos, rever toda a sinalética da cidade, para evitar maior bagunça e ver se ainda vamos a tempo de fazer com que os estrangeiros que, brevemente, nos vão visitar levem de nós a máxima que é tradição e história: receber com mestria e servir com fidalguia! E também para que, quando quiserem às suas terras de origem regressar, não vejam a saída por um canudo e, obviamente, nos desejam tão depressa ver pelas costas!

Depois, quem sabe, pode ser este o vigésimo sétimo passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura. Tijolo a tijolo se levanta a construção.

Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




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