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Nótulas soltas da minha agenda

1. Vergílio Ferreira, o nosso bem conhecido escritor, escreveu: «Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo, às vezes, um monumento a confirmar, mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher, por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior».

N/D
31 Mai 2004

Hoje, esta afirmação perdeu sentido. Foi materializada, pelo menos, em dois monumentos à Família (Ponte de Lima e, de uma forma mais incisiva, em Arcos de Valdevez, obra do escultor José Vieira).

2. Vi, outro dia, um debate televisivo entre o Presidente do IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência) e o Presidente da CONFAP (Confederação das Associações de Pais), por causa dos últimos dados sobre consumo de drogas. Este disparou. É grave. E preocupante. O Presidente da CONFAP pedia, por exemplo, maior vigilância e horários mais restritos de funcionamento de discotecas onde muitos jovens e até adolescentes consomem desde o álcool ao haxixe ou ecstasy.

Os pais não querem assumir as responsabilidades que lhes cabem. A “culpa” é sempre dos outros!…
Entretanto, no mesmo canal, poucos minutos depois, comerciantes de Bragança queixavam-se dos prejuízos causados pelo encerramento dos bares de alterne… Que as “meninas” deviam voltar… Ou que os bares não deveriam fechar… Os bares de alterne fazem falta, pelos vistos, ao comércio. Mesmo que se “escaquem” os jovens e as famílias!… Afinal, queremos ou não bares/discotecas abertos e sem controlo?…

Desde que deixem dinheiro a uns quantos… parece que não há mal. Será mesmo assim? E no meio disto tudo, as associações de pais que posição tomam?

3. Estou a ler, com imenso proveito, “Família e Políticas Públicas”, de João Carlos Espada (et allia), edição de Principia, Abril/2004.

Apesar de partir para uma análise à situação das famílias dos EUA e das consequências sobre as crianças e jovens das fracturas e falhas da Família, o estudo aplica-se, sem margem de dúvidas, a Portugal. Também cá a taxa de divorcialidade está a aumentar. Ou as famílias monoparentais matriarcais são expressivas. Ou a figura do Pai está muito ausente. E se nos EUA há correlação entre estes indicadores e o insucesso escolar, delinquência e outros comportamentos desviantes, pode inferir-se que, em Portugal, esta relação causa/efeito não será de todo diferente. É um livro, este, que merece estudo e consequentemente acção de apoio à Família.

4. A propósito dos crimes horríveis de tortura praticada no Iraque por tropas americanas, poucos de nós sabemos que, na Europa, o primeiro passo para abolir a tortura judiciária foi levada a cabo por Luís XVI, o Rei que com a sua mulher e filhos foi torturado e que com ela acabou na guilhotina! (cf. “Louis XVI a la parole…”, de Paul et Pierrette Girault de Coursac, Ed. ŒIL). Foi este Rei, também, pioneiro da tolerância ao assinar em 7 de Novembro de 1787 um édito em que reconhecia os direitos civis às minorias religiosas. Apesar disso, a intolerância republicana matou-o!

5. Li (Diário do Minho de 2004/05/28) que iria haver uma “Missa Africana” em Braga. Sempre pensei que a Missa era só e simplesmente Missa. Apesar de um ou outro elemento acessório que possa ser introduzido…




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