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A Escola e a Família – o papel da Família (8)

Muitos pais tomam uma consciência cada vez maior dos problemas novos

N/D
25 Mai 2004

Ainda no que concerne à pertinência do envolvimento dos pais na aprendizagem escolar dos filhos, a investigadora norte-americana Jean Kranow resumiu alguns exemplos relatados:
1. Num programa em Inglaterra, os professores enviaram livros aos pais e pediram que os filhos lhes lessem duas a quatro vezes por semana. Simultaneamente iam enviando notas de encorajamento aos pais pelos seus esforços. Os resultados demonstraram ganhos altamente significativos em rendimento académico, ganhos ainda maiores do que os dos alunos que tinham a ajuda de um tutor na escola.

2. Em Chicago, 99 por cento dos pais de 41 turmas envolvendo 826 alunos assinaram um contrato pelo qual providenciavam um espaço de estudo à criança em casa, encorajavam e louvavam o seu trabalho escolar e colaboravam com os professores de modo a fornecerem aos filhos o que estes precisassem para fazer o trabalho da escola. O resultado foi que estes alunos obtiveram o dobro do rendimento académico do que aqueles que não foram envolvidos neste programa.

3. Professores de Home and School Institute construíram um programa muito simples de actividades de aprendizagem em casa. Começaram por enviar uma carta de explicação aos pais e em cada uma das dezasseis semanas seguintes enviaram uma folha de papel com indicações. Este grupo registou resultados escolares significativamente mais elevados do que os alunos do grupo de controlo.

Estes são três exemplos, aparentemente simples de pôr em prática, de como uma maior interacção entre a Escola e a Família regista um maior sucesso escolar.

Verifica-se, assim, mais uma vez, uma correlação positiva e clara entre o envolvimento dos pais na educação escolar dos filhos e o rendimento académico destes.

Parece, pois, evidente a ligação entre a relação Escola-Família e o Sucesso Educativo.

Além disso, muitos pais tomam uma consciência cada vez maior dos problemas novos. É tempo de a sua interrogação, a sua inquietação, e mesmo a sua angústia se traduzirem em actos para a sua Educação, no orçamento como nas mentalidades, e se tornarem realmente a prioridade das prioridades.

Continua




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