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Nótulas soltas da minha agenda

Só um país do Terceiro Mundo se investe no acessório e se deixa de lado, adiado, o essencial. Veja-se o que nos diz o Tribunal de Contas sobre os Estádios para o Euro 2004

N/D
24 Mai 2004

A Comissão das Organizações Não Governamentais das Nações Unidas para a Família elaborou, em 1994, uma listagem de sugestões para se celebrar o Ano Internacional da Família. Ao fornecer aquelas pistas, a ONU, teve a feliz ideia de ajudar as famílias, os Governos, os líderes de opinião e os meios de comunicação social a promover celebrações que “mexem”, de facto, com cada uma das nossas famílias.
Deixo, hoje, ao cuidado de quem me ler, algumas sugestões particularmente dedicadas aos meios de comunicação social, com o objectivo de fornecer a reflexão sobre o AIF.

– Criar uma atmosfera e um ambiente pró-família: tornar a família gratificante, positiva, “in”.

– Chamar a atenção para os problemas familiares, tanto materiais como espirituais.

– Chamar a atenção para os efeitos destruidores do abuso e consumo de drogas nas famílias e proporcionar-lhes meios que permitam realizar o seu próprio esforço como fonte natural de prevenção.

– Ser instrumento para criar programas de orientação que promovam o papel da família.

– Utilizar secções especiais, publicações, programas, filmes familiares, página de família (por ex.).

– Apoiar campanhas a favor dos laços entre gerações.

– Gerar um clima de que toda a decisão política deverá considerar o seu impacto nas famílias.

– Mostrar exemplos de comportamento frente aos média que originam tanto aspectos positivos como negativos, na vida familiar.

2. “Portugal positivo” é um movimento que vi anunciado nos média. Não conheço ninguém, nem é preciso para pensar que é positivo pensar Portugal mais positivo.

Na realidade anda tudo muito negro e triste. Só desgraças. Sobram misérias. Mas, em Portugal também há “coisas” boas. A semana passada corri um pouco do Norte, por causa da Semana da Família, de Arcos de Valdevez a Lousada, vi muitas manifestações positivas em louvor da família, por exemplo. E não foram objecto de tratamento nos média. E é pena. Por isso, é bom que haja alguém que queira promover o lado positivo da vida e das vidas em Portugal.

3. O que se passou no Iraque, a violência bruta sobre prisioneiros, é execrável.

4. Só um país do Terceiro Mundo se investe no acessório e se deixa de lado, adiado, o essencial. Veja-se o que nos diz o Tribunal de Contas sobre os Estádios para o Euro 2004.

5. Creio bem que os portugueses são uns republicanos nostálgicos da Monarquia!… o tratamento, exagerado, que foi dado ao casamento do Príncipe Filipe de Espanha parece prová-lo. Também penso que poderemos ser assim como uma espécie de monárquico-coscovilheiros…

Será que nos interessam os Príncipes e as Princesas, os Reis e as Rainhas pelo charme que deixam transparecer, pelas jóias que trazem e pelos vestidos que usam? É pouco. É pobre. É… ridículo. Mas permite o sonho cor-de-rosa!…

Nisso a república perde pontos. Ninguém se deixa fascinar por um presidente. Não faz parte dos contos de fadas ser-se presidente.

Não será a Monarquia um pouco mais séria? Julgo que sim.




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