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Em busca do “Portugal positivo”…

Foi lançada há dias uma campanha nacional de sinais positivos – nos vários campos – da sociedade portuguesa. Esta iniciativa pretende, antes de tudo, reforçar o que se faz de positivo entre nós, remando contra a maré depressiva em que entramos nos últimos anos.

N/D
24 Mai 2004

De facto, o que a comunicação (e não só) tem veiculado é a imagem de um país em bancarrota, de uma nação sem ideais, de uma pátria sem alma… excepto nas coisas do fute-bolês! Ao discurso da ‘tanga’ de certa classe política, outros contendores aos postos de (co)mando apresentam idênticas (ou piores) façanhas por forma a miserabilizar os potenciais votantes: todos prometem, mas quando lá chegam esquecem o que disseram de mal dos outros.

Um exemplo recente: o imposto sobre os combustíveis em Portugal é mais elevado do que em Espanha. Isto acontece hoje, mas também acontecia quando os agora denunciantes estiveram no poder! Como a oposição – seja qual for a cor – é lúcida quando anseia voltar a mandar!

Se atendermos ao sector do trabalho vivemos no ‘quanto pior, melhor’. Os sindicatos – muitos deles ainda na versão de correias de transmissão de objectivos partidários – lutam tanto pelas suas regalias que fazem afundar as empresas e, mais tarde ou mais cedo, perdem os postos de emprego – que de trabalho talvez nunca tenham sido! – transferidos para outras latitudes mais propícias e com salários mais baratos.

Mas não foi porque já vivemos esta fase de exploração que nos vieram ‘servir’ algumas das multinacionais? Por outro lado, quem se sentirá capaz de investir sabendo que, em breve, se tornará, indesejável aos olhos dos seus empregados? Ainda falta lavar a mente de tantos resquícios de linguagem de luta de proletariado…

Há empresas de sucesso, mas dessas – porque normalmente não há luta – ouvimos e vemos falar pouco. Há empresários que se entendem com os funcionários, mas desses nada sabemos. Há bons trabalhadores, mas esses são ignorados.

Até os comentadores – apelidados de ‘opinion makers’ – vivem da maledicência, pois se se detiverem nos aspectos positivos podem parecer arregimentados do poder, tornados fiéis da autoridade.

Vemos com frequência pessoas – cuja opinião tem peso, sabedoria e perspicácia – a tentar tudo pelo lado inverso do que aparece, descobrindo más intenções, projectos maquiavélicos, sinais obscuros…
em tudo quanto reflectem, vêem/dizem ou comentam. Alguns, que até foram maus nos lugares de poder, tornaram-se hoje paladinos da moralidade desde suas cátedras bem-falantes e altissonantes maquinações.

Esta campanha do ‘Portugal positivo’ pode ser benéfica se for bem entendia, conduzida e aproveitada:

– Está na hora de descobrirmos modelos/exemplos/testemunhos de pessoas com valores morais do que em vermos um rol de conquistadores de sucesso ou novos ricos.

– Urge saber apresentar quem se dedica aos outros – como sói dizer-se ‘mesmo em seu prejuízo’ – destoando da vulgaridade interesseira e mesquinha da imensa maioria. Até na Igreja (Católica) é preciso valorizar quem está em dinâmica de renovação mais do que esticando situações de manutenção tradicionalista…

Assim sejamos capazes de fazer mais e melhor neste Portugal que se quer cada vez mais positivo, sabendo corrigir – em linguagem cristã – convertendo-se aos valores do Evangelho, que é de ontem, de hoje e de amanhã.




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