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Outro ponto de vista…

Se tivesse uma empresa, sua, privada, utilizava os mesmos métodos na escolha dos gestores?

N/D
21 Mai 2004

A apresentação dos resultados das empresas públicas municipais deve merecer alguma reflexão.
O pensar desta realidade empresarial acontece porque nos parece que alguns dos seus aspectos devem merecer alguma pausa reflexiva.

A criação destas novas estruturas teve na sua génese a necessidade sentida de dotar empresas públicas com um conjunto de mecanismos de gestão que as tornassem mais eficazes, cumprindo um conjunto de tarefas sociais sem, contudo, perder de vista um objectivo primordial: uma gestão adequada dos recursos.

Não é isso que acontece em Braga.

As empresas públicas municipais bracarenses são autênticos sorvedouros de dinheiros públicos, conforme se pode verificar pela análise das contas apresentadas.

Não procurando alongar esta reflexão a todas, enfoquemos a nossa análise, a título de exemplo, na empresa que trata dos transportes urbanos.

Tecnicamente falida, suportada pelo dinheiro dos contribuintes bracarenses, é apresentada às vezes como empresa-modelo.

Sinceramente não sabemos de quê!

De gestão? Só se for como exemplo a não seguir.

De excelência no recrutamento dos seus quadros? Avalie-se de forma séria o seu quadro de administração.

Da sua preocupação ambiental? Veja-se alguns, muitos, dos autocarros que circulam nas estradas do concelho.

Se apresentamos uma versão crítica desta empresa, que sendo pública e municipal é paga pelo dinheiro de todos nós, os contri-buintes bracarenses, apresentamos, também, uma proposta que permita tornar este serviço público, pelo menos, num serviço sem prejuízo.

Assim, nesta reflexão, breve, verificamos a necessidade da responsabilização dos gestores
e/ou administradores. Constatamos que não sabem gerir de forma adequada, logo, e dando consequência ao pensado, devem ser imediatamente substituídos.

Mas como a responsabilidade da sua escolha foi de alguém, devemos exigir que quem nomeou nos explique os critérios e os processos das nomeações.

Parece-nos ser da maior importância percebermos os mecanismos destas e de outras nomeações.
Não basta querermos ter mecanismos de gestão mais adequados, se os recursos humanos que detêm o poder de decisão não reúnem, muitas vezes, as competências necessárias e suficientes para perceber as envolvências.

É nosso entendimento que uma das razões para a apresentação sistemática dos prejuízos nas empresas públicas municipais passa pela não qualificação adequada dos seus gestores. Nesse sentido, esperamos que o responsável primeiro de toda esta situação, o presidente da Câmara de Braga, saiba retirar todas as ilações.

Aliás, lançamos-lhe um desafio: se tivesse uma empresa, sua, privada, utilizava os mesmos métodos na escolha dos gestores?




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