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Comunicação Social: que serviço?

O Dia Mundial das Comunicações Sociais proporciona uma séria reflexão aos profissionais dos Meios de Comunicação Social e aos que quotidianamente os usam

N/D
20 Mai 2004

O facto de se celebrar domingo o 38.º Dia Mundial das Comunicações Sociais dá ensejo a que se reflicta, uma vez mais, sobre a importância dos Meios de Comunicação Social e o serviço que prestam – ou deviam prestar – à comunidade.
Classicamente atribui-se aos Meios de Comunicação Social a finalidade de informar, formar e distrair.

Informar com verdade, com isenção, com o máximo de objectividade. Formar, permitindo uma construtiva troca de opiniões e de pontos de vista. Distrair, facultando às pessoas formas sadias de ocuparem os tempos livres.

Manda a verdade que se reconheça o muito que a sociedade deve aos Meios de Comunicação Social.

São uma das maravilhas de que o homem dispõe e que em muito tem contribuído para a criação de uma sociedade mais justa, mais solidária, mais fraterna.

Há que reconhecer, também, que nem sempre certos Meios de Comunicação Social têm sabido manter a independência que é legítimo exigir deles, convertendo-se em instrumentos dóceis ao serviço de ideologias que mais desestabilizam do que constroem.

Há-os que nem sempre têm informado devidamente. Um exemplo. Há meses anunciou-se estar para breve um «retrógrado» documento da Santa Sé que, entre outras coisas, proibia as pessoas do sexo feminino de serem acólitas. Tal documento – a Instrução Redemptionis Sacramentum (Sacramento da Redenção) – foi publicado com data de 24 de Março. Não diz nada do que tinha sido sensacionalisticamente anunciado. Já viram algum dos Meios de Comunicação Social que informaram mal repor a verdade, informar que o documento está aí e informar do que realmente diz?

Continua a verificar-se, por parte de certos Meios de Comunicação Social, relutância em informarem das actividades da Igreja Católica. Fica-se com a impressão de que quase só lhes interessa o negativo, e este, por vezes, tratado com certo empolamento. Por exemplo: houve Meios de Comunicação Social para quem a beatificação da Alexandrina de Balasar quase passou despercebida.

Mas tais Meios de Comunicação Social não tinham perdido a oportunidade de, folhetinescamente, explorarem até à exaustão alegados actos de pedofilia que terão envolvido alguns sacerdotes dos Estados Unidos.

Realizou-se há dias mais uma peregrinação a Fátima. Que terão pretendido certos Meios de Comunicação Social com o alarmismo que apregoaram, como que vendo em tudo possibilidade de bombas e de atentados e divulgando receios que se não vieram a concretizar? Será que se pretendeu afastar as pessoas de Fátima? Até estou para ver se irão proceder assim a propósito dos jogos da final do Euro!

O Dia Mundial das Comunicações Sociais proporciona uma séria reflexão aos profissionais dos
Meios de Comunicação Social e aos que quotidianamente os usam. Àqueles, para que vejam como servem e como fazem o seu trabalho. A estes, para que vejam que colaboração prestam aos profissionais; para que vejam como usam os vários Meios de Comunicação Social; para que vejam que Comunicação Social andam a apoiar; para que, na diversidade da oferta que lhes é apresentada, vejam se têm sabido fazer as escolhas mais correctas.

Os Meios de Comunicação Social «têm uma enorme potencialidade positiva para promover valores humanos e familiares sólidos e, desta maneira, contribuir para a renovação da sociedade», escreveu o Santo Padre na sua mensagem para domingo.

Que tal potencialidade seja colocada sempre ao serviço do bem, da verdade, da justiça, da compreensão entre os homens, da ajuda aos mais carenciados, da paz.




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