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Família deturpada/retratada nos média!

Haverá, afinal, um modelo de família cristã? Até onde irá a confusão de valores quanto à família?

N/D
17 Mai 2004

A família e a vida familiar são, com muita frequência, descritas de maneira inoportuna pelos meios de comunicação. A infidelidade, a actividade sexual fora do matrimónio e a ausência de uma visão moral e espiritual do vínculo matrimonial são descritas de maneira não crítica, enquanto às vezes se apresentam de modo positivo o divórcio, a contracepção, o aborto e a homossexualidade.
Estas visões, promovendo as causas contrárias ao matrimónio e à família, são prejudiciais para o bem comum da sociedade» – diz a mensagem de João Paulo II para o 38.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que ocorre no próximo dia 23, solenidade da Ascensão do Senhor.

Referindo-se aos valores, muitas vezes preconizados, pela maioria da comunicação social, o Papa refere: «Os meios de comunicação não deveriam parecer ter uma agenda hostil aos valores familiares sólidos das culturas tradicionais, ou a finalidade de substituir tais valores, como parte de um processo de globalização, com os valores secularizados da sociedade consumista».

Por certo não é estranho a esta leitura papal aquilo que podemos perceber no caso português: a in-fluência que as telenovelas – particularmente as da América Latina: Brasil ou Venezuela – têm tido na nova cultura tendencialmente anti-família. Com efeito, a dinâmica pró-divórcio encontra, no “casa-e-descasa” telenovelesco mais do que uma proposta, mas antes um acicate a viver dessa maneira… Certas sugestões anti-vida passam muito pelas personagens (mais ou menos simpáticas) com que somos confrontados no quadro televisivo normal, mesmo que (aparentemente) organizadas à volta de figuras “teenagers” ou juvenis.

Certos lóbis – mesmo com residual participação nos actos noti-ciados – têm grande cobertura da comunicação social, relegando outras iniciativas de âmbito familiar para um quase esquecimento. A própria linguagem de alguns sectores anti-família torna-se tão exuberante que temos a noção de perder a racionalidade em facetas tão esotéricas e até folclóricas… quedando-se muitos deles por uma certa imagem de ignorância ou de má-fé contra os valores da tradição judeo-cristã no tocante à função, importância e significado natural da família na sociedade.

Há grupos político-partidários apostados em desfazer os conceitos de família, matrimónio/casamento, paternidade/maternidade… substituindo-os por outras experiências normalmente fechadas à vida – tanto quanto à geração como quanto à prossecução educativa – desenvolvendo relações com pessoas do mesmo sexo, de pessoas com “animais de estimação” (sobretudo cão ou gato) ou pela cultura do “single” sem compromisso… tendo mesmo em conta as facilidades fiscais.

De facto, quando se vê o destaque (continuado, repetido e quase abusivo) dado, semanas a fio, à assistência a um golfinho e, por outro lado, se dá de raspão a notícia do tráfico de órgãos humanos em Moçambique… ficamos com a sensação de que as pessoas valem menos do que certos animais-símbolo!

Será a família bem retractada pela comunicação social? Que família é preciso hoje propor aos mais novos para construirmos o futuro? Haverá, afinal, um modelo de família cristã? Até onde irá a confusão de valores quanto à família?




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