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Os abusos dos aliados

Diz o povo que “a mentira tem perna curta” e é bem verdade

N/D
13 Mai 2004

A última semana foi marcada pelo despertar da opinião pública para a questão dos abusos perpetrados pelas forças da coligação anglo-americana para com os prisioneiros de guerra iraquianos.

Os EUA e os seus aliados invadiram o Iraque para aí estabelecer um regime democrático, com eleições livres e liberdade de expressão. Já não falamos das famosas “armas de destruição em massa”, pois essas parecem que só nos serviços secretos ocidentais alguma vez existiram.

Porque é que os aliados ocidentais içam bem alto, quando são vítimas, a Convenção de Genebra, acerca dos direitos dos prisioneiros de guerra, e quando são as forças opressivas que a esquecem?

Será que só os soldados da coligação têm direitos? Os outros, por terem sido derrotados, perdem esses mesmos direitos? É claro que não. E por isso temos de levantar a voz.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é bem clara e tem sempre validade, pois não existem cláusulas do género: este direito não se aplica se o ser humano em causa for prisioneiro de guerra.

Uma pessoa humana é sempre uma pessoa, em nenhuma circunstância o deixa de ser. Nunca perde ou pode alienar direitos.

Não sei como as famigeradas fotografias vieram a público, mas ainda bem que vieram à luz do dia, para vermos aquilo que a política de segredo dos EUA tentava encobrir. Talvez o possamos agradecer à comunicação social, apesar de ter visto num noticiário de uma das nossas televisões privadas a jornalista a queixar-se que as forças americanas lhe tinham confiscado as filmagens e afirmado que ela e a equipa de reportagem não tinham direitos, pois quem mandava eram os americanos.

Estes abusos e humilhações aos iraquianos foram a gota de água que fez transbordar a questão para a praça pública. Diz o povo que “a mentira tem perna curta” e é bem verdade. O próprio jornal da Santa Sé ocupava no passado domingo a sua primeira página com as palavras “Horror e vergonha”. O arcebispo Giovanni Lajolo, secretário do vaticano para as relações com os Estados, afirmou que esta «violência contra as pessoas ofende o próprio Deus».

Os cristãos têm de reagir de todas as formas a esta situação, para cumprir neste nosso mundo o mandamento novo do amor a Deus e ao próximo, tendo Jesus como modelo e guia. Esperemos pelos próximos dias para ver como vai acabar esta situação.




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