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A final do Euro

Perante os milhares de pessoas que vão conviver connosco, afirmemos «a nossa vocação de país hospitaleiro, aberto à colaboração com outras nações, que acolhe, que dialoga e que partilha»

N/D
13 Mai 2004

Todos desejamos que a final do Euro2004, a disputar no nosso País, seja realmente um êxito. Posta de lado a discussão sobre se terá sido bom ou não termo-nos candidatado a ela; posta de lado a discussão sobre o investimento feito, a realidade está aí. Perante os factos, que saibamos colaborar.
«É importante – lê-se no número 16 da Nota O Desporto ao serviço da construção da pessoa e do encontro dos povos, que tenho vindo a comentar – que o Euro2004 seja uma celebração da Vida, um momento de expressão saudável da dimensão lúdica, pacífica e criativa do ser humano; um reencontro com o futebol que é arte e beleza, desportivismo, defesa das cores nacionais no respeito pelos adversários e pelas nações que representam; uma ocasião para potenciar o diálogo entre os povos, para suscitar a estima e o respeito mútuos, para afirmar a solidariedade humana, a amizade e a boa vontade entre os indivíduos, para reunir pessoas de diversos ambientes e para construir uma amizade que vai além de todas as barreiras de raça, de cultura ou de experiência política; um contributo para a construção de uma Europa unida à volta dos valores que dignificam o homem, empenhada em superar as barreiras que dividem os povos, comprometida com a instauração de uma nova ordem internacional, solidária com os povos fragilizados pela pobreza, pela miséria e pela injustiça».

Porque o Euro2004 «não é um evento destinado a confinar-se às quatro linhas dos relvados de futebol mas um acontecimento que implicará o país global e que exige o esforço e o compromisso de toda a comunidade nacional», os Bispos exortam todos os portugueses «a contribuírem, na medida das suas possibilidades, para que este acontecimento desportivo seja um sucesso e ajude à construção de uma nova civilização».

E formulam um desejo: «que, no final da competição, saia vitorioso o desporto como instrumento de construção do homem integral». «Que o grande vencedor do Euro-2004 seja o homem, nos seus altos valores de lealdade, de mútuo respeito, de generosidade e de beleza». Que no final do Euro2004 se veja ter sido este «uma ocasião excelente para redescobrirmos a dimensão lúdica do futebol, o seu papel na educação para os valores, o seu contributo para a construção de um mundo mais unido, mais pacífico e mais solidário» (n.º 14).

Que, perante os milhares de pessoas que vão conviver connosco, afirmemos «a nossa vocação de país hospitaleiro, aberto à colaboração com outras nações, que acolhe, que dialoga e que partilha».

Exigiu a organização desta final – lembra também a Nota da Conferência Episcopal – um esforço considerável de investimento em infra-estruturas, nomeadamente na construção de novos estádios.

É «indispensável que as novas estruturas desportivas sejam, no futuro, postas ao serviço de toda a comunidade, particularmente apoiando as camadas mais desfavorecidas, e proporcionando um adequado espaço de encontro com os valores que o desporto promove» (n.º 15).




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