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A família e a comunicação social

O Departamento Arquidiocesano de Braga da Pastoral Familiar vai realizar no próximo dia 15 de Maio das 14h30 às 19h00 horas, Dia Internacional da Família, no Auditório do Colégio D. Diogo de Sousa, uma Jornada Diocesana sobre a “Família e a Comunicação Social”. O tema em reflexão inspira-se na mensagem apresentada por João Paulo II para a celebração do 38.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ocorrer no dia 23 de Maio de 2004.

N/D
9 Mai 2004

O Departamento decidiu – e muito a propósito – aproveitar a oportunidade para suscitar uma primeira reflexão da mensagem, proposta pelo Santo Padre, sobre “Os Meios de Comunicação Social na Família: Um Risco e uma Riqueza”.
O tema revela-se manifestamente oportuno e o seu conteúdo, sabiamente inspirado, constitui um convite dirigido a todas as famílias, para que reflictam sobre o uso que fazem dos meios de comunicação social e a forma como estes são tratados.

Nos tempos que correm, dada a extraordinária expansão e a ilimitada disponibilidade com que se apresenta, todas as famílias, mesmo as de recursos mais minguados, têm acesso à comunicação social. Pode mesmo dizer-se que só em circunstâncias muito excepcionais, poderá encontrar-se uma família ou um indivíduo que não seja “atingido” pelos meios de comunicação.

Atingido, para o bem e para o mal, nos seus critérios e convicções, nos seus princípios éticos e morais, nos seus valores, nos seus comportamentos. E se é certo que, por vezes, se sente enriquecido pela mensagem, outras vezes há que se sente “incomodado”, perturbado, até ofendido e insultado na sua própria dignidade, quando “é obrigado” a ouvir aquilo que não gostaria de ouvir.

«Toda a comunicação social tem uma dimensão moral», diz João Paulo II, «e todas as pessoas crescem ou diminuem de estatura moral» em consequência da dimensão moral da mensagem pelo comunicador.

Daí a necessidade de se usar de sabedoria e discernimento na utilização dos meios de comunicação social, quer como comunicadores, quer como seus destinatários. Todos sabemos que somos poderosamente influenciados pelas mensagens, visuais ou/e auditivas, difundidas pelos meios de comunicação social, particularmente numa época, como a actual, em que, no frenesim da conquista de novas audiências, de novos mercados, de novos lucros e proveitos, de novas influências, se faz apelo a formas e processos de comunicação cada vez mais agressivos e contundentes.

Para se atingirem os fins, não se olha à licitude dos meios. Como se vão exprimir essa agressividade e contundência? E de que natureza e dimensão são as “esquimoses” produzidas no corpo ou na intimidade de cada um de nós?

Como é feita, por exemplo, a abordagem da família pelo meios de comunicação social? Qual é a imagem que a comunicação social dá sobre o matrimónio e a vida familiar? Serão normalmente realidades apresentadas por forma a destacar o amor, a fidelidade ao compromisso assumido pelos cônjuges, o perdão, a entreajuda e doação aos outros, o esforço para ultrapassar as tensões, as angústias, os conflitos, as derrotas, com o sentido da esperança no recomeço da caminhada?

Ou, pelo contrário, serão com muita frequência, apresentadas (o matrimónio e a família) como realidades vetustas, caducas, definitivamente ultrapassadas, em que a fidelidade, o respeito mútuo, a cultura da vida, o amor conjugal, o vínculo familiar, a educação para a afectividade, já deram o que tinham a dar, perante os novos “valores” do aborto, do divórcio, da contracepção, da homossexualidade, tudo em nome dos novos direitos e das novas conquistas de um “novo humanismo”?

A simples leitura da mensagem do Papa sobre “Os Meios de Comunicação Social na Família: Um Risco e Uma Riqueza” sugere-nos a urgente necessidade de todos fazermos uma reflexão, sóbria mas profunda, sobre o tema.




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